O velho truque de levar a bola embora, quando se está perdendo…

Fazer projeções econômicas é um trabalho difícil com o Sr. Mantega como Ministro da Fazenda. Ou não. É simples, cientificamente, temos que optar pela hipótese improvável em detrimento da obviedade e do conhecimento comum. O Brasil de Mantega persiste em olhar para um problema, identificá-lo, e adotar medidas paliativas que circuncidam o problema causando outros problemas e sem resolvê-lo. É como o menino que é o dono da bola e não joga nada, quando começa a perder leva a bola embora. Diante dos eventos, precisamos olhar com precisão para os problemas e encontrarmos soluções adequadas para eles. A cotação de uma moeda é baseada em inúmeros fatores e atua de acordo com as forças naturais da oferta e procura. Sem valor intrínseco, o FIAT MONEY, atinge cotações baseadas em fatores econômicos, o maior deles sendo a capacidade de gerar riqueza (que o Brasil vem fazendo bem) e diferencial das taxas de juros. Nós demos isenção de impostos para estrangeiros comprarem títulos do tesouro nacional de longo prazo. Pagamos quase 13% ao ano nestes títulos, balizando e penalizando toda a economia brasileira contra ao redor de 4% nos títulos no exterior. Os países desenvolvidos estão em estado recessivo ou quase recessivo, tendo seus preços em queda, com inflação baixa. Não moram no Brasil e, portanto, não tem que conviver com os custos abusivos das coisas aqui. É o melhor dos mundos. Recebem juros altíssimos sem o inconveniente dos impostos ou da inflação. Naturalmente, esse abundante capital externo, que ao mesmo tempo que foge do risco de estar investido em dólares, acha com facilidade um paraíso seguro e abundante de retornos que é o Brasil dos estrangeiros.
A solução de aumentar o IOF é uma medida errada e covarde. Não irá solucionar o problema porque o problema não está aí.
O problema está no custo Brasil, nos impostos altíssimos, nos excessivos gastos do governo (Notem, “gastos” e não investimentos, gastos causam problemas e investimentos trazem riqueza) e por fim, fazem as taxas de juros permancerem em patamares surreais acima de 5 ou 6% de taxas de juros reais… É fácil solucionar este problema… Reduzir a máquina governamental, investir ao invés de gastar, mudar a lei da garantia de retornos fixos da poupança, fazer os bancos trabalharem por seus ganhos e não serem protegidos por taxas de juros altas, cobrar imposto de renda nos títulos do tesouro nacional para investidores estrangeiros e… abaixar a taxa de juros no Brasil. E mais, reduzir os encragos sociais sobre a folha de pagamentos, para que as empresas possam reduzir seus custos, manter a lucratividade e exportar com lucros. O Brasil perdeu sua competitividade por causa destes erros. O câmbio é um mero detalhe. O mercado de câmbio respeita as leis da natureza, segurar cotações de forma artificial é como transportar água com a mão, eventualmente ela escorre por entre os dedos.

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