Jean-Claude Trichet: Não existe uma crise no Euro. Bolsas e Euro sobem.

O presidente do Banco Central, Jean-Claude Trichet foi firme esta manhã em Davos, no Fórum econômico mundial, ao afirmar que não existe crise do Euro. Um recado direto e reto para os euro-céticos do mundo anglo-saxão. O euro está forte e está subindo ainda mais hoje, ultrapassando a cotação de USD 1,3720 por 1 Euro. As bolsas reagiram rapidamente, invertendo a tendência de baixa desta manhã. As ações dos bancos já estão subindo novamente, acima de 3% nas praças européias, lideradas uma vez mais pelas ações do Société Générale. Desde nossa sugestão de tomada de lucros, a ação havia tocado EUR 48,30 por ação, recuou até EUR 45 e já está sendo negociada a EUR 47. No Brasil, teremos a bolsa também em alta e o dólar forçando o nível de suporte a BRL 1,67. Bons trades.

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2 Responses to Jean-Claude Trichet: Não existe uma crise no Euro. Bolsas e Euro sobem.

  1. J.R. Vensan says:

    Ricardo, interessante comparar essa sua observação com o que disse o Copom, segundo o Estadão:
    Para o BC, continuam “altas as preocupações com dívidas soberanas de países e de bancos europeus e com a possibilidade de desaceleração na China”. Mas, ao mesmo tempo, cresceu a confiança “na sustentabilidade da recuperação da economia norte-americana”.
    Link para a matéria: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,ha-risco-crescente-a-concretizacao-do-ipca-convergindo-a-meta-diz-bc,52608,0.htm
    Qual a sua interpretação disso? É mais ou menos uma contraposição ao que você vem dizendo (e ao que os mercados europeus vêm mostrando).

    • tradingcafe says:

      Existe uma maneira de expressar posições que as pessoas simplesmente repetem o que ouvem para não assumir responsabilidades. Em cargos públicos ou oficiais, se você toma posições individualizadas e erra, custa muito caro para a carreira. Se você adota esta postura “mediana” você simplesmente repete o que todos estão dizendo e se estiver errado você diz: “ah, era consenso de mercado…” e tudo fica bem. O outro fator é aquele que as pessoas tendem a serem “lobotomizadas”, todo mundo lê a mesma notícia, os mesmos livros, o mesmo americanismo acadêmico de que os ciclos econômicos e de riscos valem para todo mundo, mas a América está livre de qualquer julgamento pelas mesmas métricas que eles aplicam aos outros. Temos que ter o pensamento livre de preconceitos, idéias pré-concebidas. O mundo é um só e as realidades são de 6,4 bilhões… Cada um de nós deve pensar livremente e analisar os fatos segundo o nosso prisma, da forma mais cartesiana possível. Lemos os mesmos escritores e estudamos pelos mesmos livros mas repetimos o que lemos, sem avaliarmos de forma individualos eventos. Eu busco pensar livremente e emitir minhas opiniões desta maneira. Nas minhas análises pessoais eu avalio a capacidade de mudança de uma situação, a velocidade que isto pode ocorrer e o resultado, se será gerador de riqueza ou não. Quando observo a Europa, observo os dados macro-econômicos, a capacidade dos países em gerar riqueza, capacidade de “apertar ocinto” quando tudo está mal e os apectos culturais históricos do povo. Na América, da mesma forma, observo os mesmos parâmetros. A América não consegue criar o efeito substituição de importações no momento zero. A Europa consegue. Os déficits comerciais são astronômicos nos Estados Unidos, a Europa é exportadora líquida. A dívida soberana americana é astronômica. Na Europa é dimensionável. A América está emitindo moeda livremente, a Europa tem restrições e controles fortes sobre emitir novos euros. O Europeu é poupador por natureza, pois já passou muita dificuldade com pobreza, fome e guerras em seu quintal. Os americanos nunca passaram por isso, não tem hábito de poupar (Os Estados Unidos tem uma das taxas mais baixas de poupança do mundo). A América é muito forte, irá se recuperar mas ainda não está no ponto certo. As dívidas soberanas da Europa são problemas administráveis. A China crescer 10 ou 9%, importa de fato? O problema principal com a China é que eles tem que resolver o problema deles de manter ocupados, abrigados e alimentados, 1,4 bilhões de pessoas, mesmo que isso signifique não se importar com o que resto do mundo fale ou pense. É equivalente a uma manada de elefantes atravessando um campo de arroz, sem notar onde pisam. O crescimento da China hoje é relevante para o mundo porque é a única locomotiva de importação do mundo, tornando tudo caro. Daqui a muito pouco tempo, a China vai causar problema para todo mundo, pois o mundo todo está exportando empregos para lá. O mundo não consegue competir com os custos de produção chineses e isso está desestabilizando o planeta. Estamos nos desepecializando pois eles podem produzir qualquer coisa de forma rápida e barata. Esse é o verdadeiro problema. Ainda, eles estão acumulando muitas reservas e aplicando estes recursos em atividade reais, não somente em instrumentos financeiros como o resto do mundo. Eles estão adquirindo empresas em todos os cantos do planeta. Atenção, o mundo está mudando de eixo e estamos diante de uma das mudanças mais fortes de toda a história humana, aquelas que vão para os livros… abs, amigo.

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