Movimento do consumo consciente… Contra a bolha especulativa de preços

Estou de volta em São Paulo. A partir da experiência do aeroporto e do comentário de um amigo, resolvi postar minha resposta e tentar iniciar um movimento do consumo consciente. Esse pensamento brasileiro de “levar vantagem, certo!” e de explorar cada transação como se fosse uma linha da música do Chico Buarque (construção… “como se fosse a última”…), ou no século 17 e 18 no Rio de Janeiro, eu acredito que sim, deve ter seu fundamento na história. Me faz voltar no tempo, algumas semanas apenas, quando escrevi sobre o “o pensamento terceiro-mundista” que persiste em ficar gravado, não nos livros, mas nas cabeças das pessoas sobre os comentários toscos sobre gastar com cartão de crédito no exterior. É a mesma coisa que move o conceito da corrupção: quando mais corrupção, mais os muros e as cercas elétricas sobem para se protegerem… deles mesmos. Quanto mais perpetuamos o errado, mais ele aumenta em espiral. Nossa única arma é a decisão livre que temos de apenas de não-consumir aquilo, ou andar um pouquinho até encontrar o produto pelo seu preço justo. Temos que iniciar este movimento: Cobrou preço exorbitante, sem noção, não compre! Aí está um movimento bom. Vale para tudo o que consumimos, devemos parar e pensar se realmente aquilo vale o que está sendo cobrado e, sobretudo, preciso mesmo disso? Vale para os imóveis e para os chocolates. Os preços dos estacionamentos e dos restaurantes em São Paulo, está tudo ao contrário. Os restaurantes multiplicaram os preços por 10 e dividiram a quantidade de alimentos por 10. As pousadas no Brasil cobram uma diária igual ao Sheraton de Nova York. Estacionar seu carro por 5 horas no “parking de la Place Vendôme” (onde fica o Hotel Ritz) de Paris é o mesmo preço de 1 hora na avenida Paulista. Os Parisienses são mais pobres do que nós, na média? Não, eles alugam uma bicicleta fornecida pela prefeitura por 30 euros por ano, no cartão cidadão. Se o preço sobe demais por lá, eles deixam o carro em casa. Se ninguém fizer nada, teremos as taxas de juros subindo mais e mais por aqui, por causa desta inflação exacerbada.

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