Um simples diamante negro… 2 libras esterlinas…

É verdade, é o preço que me cobraram ontem no aeroporto de Congonhas, já dentro do portão de embarque naturalmente, por uma barra de chocolate clássica, o diamante negro da lacta. 5 reais equivalem a 2 libras esterlinas, 3,20 dólares, 2,30 euros, é completamente sem noção. E por falar em perder a noção de valor, alguém tem que avisar esta gente, comerciantes que estão no aeroporto que talvez eles possam ficar ricos vendendo mais e com preços dentro da órbita terrestre. A única forma de nós podermos controlar e vencermos esta batalha absurda é a greve, não compramos nada depois do portão de embarque. E isso vale para todos os outros estabelecimentos fora do aeroporto mas também na mesma órbita interestelar de preços. A Inflação no Brasil ainda tem uma parcela de “ganância excessiva” do povo. Vamos parar com isso, senão pararmos, vamos sentir de novo o sabor de inflação estratosférica. O dinheiro circula mais rápido porque as pessoas não auferem o valor a ele, o dinheiro não pára na carteira. É o que resulta esse enriquecimento superficial da riqueza do banco imobiliário, um dinheiro banco imobiliário… Atenção.

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2 Responses to Um simples diamante negro… 2 libras esterlinas…

  1. J.R. Vensan says:

    Ricardo, me pergunto se não seria este comportamento uma continuação do que faziam os grandes comerciantes cariocas dos séculos 17 e 18?
    Segundo a excelente pesquisa do Jorge Caldeira (História do Brasil com Empreendedores), por um século eles chegaram a dominar o tráfico negreiro no Atlântico Sul e dominavam completamente o comércio interno e os financiamentos locais. Faziam a triangulação comercial entre a Europa, o Brasil e a África. Ditavam as regras, e os preços, também. E tiveram imensa influência (até hoje não se sabe a extensão dela) no modus operandi brasileiro, esse mesmo que você se deparou no aeroporto.

    • tradingcafe says:

      JR, eu acredito que sim, deve ter seu fundamento na história. Me faz voltar no tempo, algumas semanas apenas, quando escrevi sobre o “o pensamento terceiro-mundista” que persiste em ficar gravado, não nos livros, mas nas cabeças das pessoas. É a mesma coisa que move o conceito da corrupção: quando mais corrupção, mais os muros e as cercas elétricas sobem para se protegerem, deles mesmos. Quanto mais perpetuamos o errado, mais ele aumenta em espiral. Nossa única arma é a decisão livre que temos de apenas de não-consumir aquilo, ou andar um pouquinho até encontrar o produto pelo seu preço justo. Temos que iniciar este movimento: Cobrou preço exorbitante, sem noção, não compre! Aí está um movimento bom.

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