Os semáforos são de papel aqui em São Paulo…

A cada chuva de verão na capital várias dezenas de semáforos param de funcionar. As árvores que de uma forma ou de outra são da família do papel caem e causam estragos. Pára-raios que páram raios somente quando caem dentro do raio (do círculo, geometria) igual a altura em que está o pára-raio (???) e não protegem as pessoas de verdade. Alguém aí está entendendo alguma coisa? Et voilà, eis um exemplo do por quê efeitos climáticos afetam o valor das moedas e das economias dos lugares. Os governos municipal, estadual e federal irão arcar com os custos de manutenção e correção destes prejuízos causados pela chuva. De onde sai o dinheiro? Do nosso bolso, através dos impostos que pagamos. Agora isto está errado? Nâo, não está, porém, a cada vez que chove e não fazem direito eles tem que ou emitir dívida ou aumentar os impostos e gastar para corrigir erros e prejuízos afasta o dinheiro público dos investimentos necessários nas cidades, como educação (que é investimento), infra-estrutura (que é investimento), aeroportos (que é investimento), em hospitais (que um povo saudável é redução de gastos para o governo e é investimento) e todo investimento vira riqueza no futuro. Todo gasto vira… gasto, inflação e maiores impostos no futuro.

This entry was posted in Mundo estranho and tagged . Bookmark the permalink.

2 Responses to Os semáforos são de papel aqui em São Paulo…

  1. J.R. Vensan says:

    Ricardo, enquanto continuarmos importando as tecnologias de fora sem desenvolver adaptações para o clima tropical, vamos continuar usando tecnologias desenvolvidas para climas temperados num ambiente tropical. Isso nunca poderá funcionar direito.
    Veja o caso do asfalto, por exemplo. Usamos o mesmo método de pavimentação usado nos EUA e na Europa, só que em SP as temperaturas do asfalto podem atingir 50 graus, e no Rio de Janeiro, passam dos 70 graus! Ao mesmo tempo, não temos congelamento no Brasil. E, o asfalto que usamos se dá bem com temperaturas baixas porém não com temperaturas altas, quando ele amolece e deforma, e, com a ação da carga rodante e da umidade, surgem os buracos que a gente tanto vê por aí.
    Quando alguém em alguma obra pelo país encontra uma solução, um engenheiro, por exemplo, essa solução não é documentada, não existe um lugar, uma base de dados pública, capaz de acumular conhecimento sobre tecnologia asfáltica para o clima tropical. Então, quando esse engenheiro vai embora, o conhecimento some, se desvanece no ar. É preciso começar do zero, todos os dias.
    Além disso, as pesquisas oficiais sobre asfalto são muito tímidas, para não dizer praticamente inexistentes. E, podemos considerar que o asfalto é, simbolicamente, a base do custo Brasil! Imagine o resto…
    Abraço, e boa sorte!
    JR

    • tradingcafe says:

      Grande JR! Nosso complexo de inferioridade agindo… precisamos importar este tipo de tecnologia? Tudo o que precisamos nós temos aqui, cabeças pensantes sobretudo! abs

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s