Economia, filosofia e psicologia… Fim de semana.

Por mais individualizados que os temas acima possam parecer, são todos entrelaçados e andam integralmente em conjunto. Todos lidam com o estudo do Homem, dos comportamentos, dos valores, das ações individuais e das ações comportamentais dos grupos e todos tem aver com a base cultural do indivíduo, dos micro-grupos, dos macrogrupos da sociedade, dos países até chegarmos no círculo completo do ser humano. Desta forma, investimentos envolvem conhecimento das tres áreas e ainda de finanças, que é a aplicação do conhecimento na prática. Assim sendo, quando vislumbramos a possibilidade de investir devemos avaliar as questões de cenário baseando-se em comportamentos e eventos, que nos darão os sinais de “invista nisso ou naquilo” ou “fique fora”, prazos que devemos fazer, tipos de instrumentos financeiros e sobretudo, os sinais de “timing”. Devemos ler, observar e interpretar os sinais. De forma independente, devemos interpretar as motivações dos interlocutores… Por exemplo, o gerente do banco vai sempre te oferecer um PGBL ou um VGBL, um CDB, um fundo DI, vai perguntar se você é agressivo ou conservador e blá, blá, blá. Quem gosta de investir para perder dinheiro? Nobody. Quem gosta de aplicar dinheiro em coisas que não conhece o funcionamento? Então, temos que estudar os investimentos e conhecer de fato os riscos inerentes a cada instrumento. Interpretar a motivação do gerente que é remunerado em fixo pequeno mais variável grande, baseado no que ele empurra para os clientes e ganha comissão. Vai empurrar o que paga mais comissão para ele. De forma independente, devemos buscar o conhecimento sobre as alternativas existentes, checar a viabiliadade de retornos de cada uma e os riscos envolvidos. Na realidade, observar com escrutínio se tem “lógica” aquele instrumento pagar tal retorno. Não existe almoço de graça e cavalo dado se olha os dentes sim, senão vc vai ter uma dor de cabeça imensa para lidar com ele depois… Sem ilusão ou inocência exageradas, observem de fato se aquela operação faz sentido. No tocante de mercados, a avaliação é muito simples: Inflação em alta, taxas de juros em alta; venda ou faça hedge de operações de longo prazo (títulos pré-fixados de longo prazo e ações) trazendo tudo para o curto prazo. Aplique tudo em taxas de juros linkadas a inflação ou títulos de curtíssimo prazo. Esperando definição. A definição veio, a inflação caiu, as taxas de juros subiram, você descola do curto prazo e começa a investir de novo no longo prazo, em ações e títulos do governo de prazo longo também. É simples. Assim, administramos nossas reservas. Com tranquilidade. A leitura deve ser feita sobre os eventos catalizadores que fazem as pessoas em geral terem medo ou euforia. Quando todos estão com medo os juros sobem e as ações caem forte, e então é hora de ser corajoso e comprar. Nos períodos de indefinição como o que estamos presenciando agora, ficamos líquidos e investidos no curto prazo. Quando o sinal de euforia for dado entramos no mercado mais forte. Lembrem-se do ditado do pescador chinês, não se come a cabeça nem o rabo do peixe… Não devemos nos preocupar com os preços mas sim com tendências e não vamos vender na máxima máxima, nem na mínima mínima. Temos que lembrar que, a figura “Mercado” é composta de pessoas como nós, desta forma agimos e reagimos da mesma forma.

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2 Responses to Economia, filosofia e psicologia… Fim de semana.

  1. Thales says:

    very very VERY well put, mestre !!

    Boa semana,
    Thales.

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