O Outono chegou, fazer hedge de posições e tomar um chá quente não fazem mal…

O mundo está estranho, sério. Não que não estivesse estranho o ano passado ou há dez anos… O mundo está sempre estranho, porém, alguns momentos a tensão aumenta de tal forma que o barulho de uma pequena “biriba” pode detonar uma crise de proporções gigantescas. Estamos neste tipo de “mundo estranho” agora, com os Estados Unidos com sua economia frágil, a Europa mais forte mas também com seus problemas, o oriente médio se levantando contra seus ditadores como dominó ou uma panela de pipocas, um após o outro. Por aqui, chuvas, semáforos de papel, inflação, juros em alta, bolsa sem direção, diamante negros super caros e os PAC’s da pobreza e de outros, corte de orçamento para a torcida, e para ajudar, o verão acabou. Não que eu goste do verão, mas a mudança de temperatura e do cheiro do ar mudou forte e rápido. Estamos no outono e não temos aquelas lindas folhas de maple que ficam vermelhas e caem… Porém, temos outras coisas! Mas aí é que entra a prudência. Chazinho que nossas mães e avós nos ensinaram para nos protegermos da mudança que o outono trás e dos ar-condicionados (que nunca são limpos dos escitórios de São Paulo) e, hedge de posições de risco. Hedge é para se fazer de forma pragmática, nunca no olho do furacão. Fica mais caro e não achamos o hedge ideal quando as coisas já esquentam. Lembrem, tubo de cola não é hedge, depois que o vaso quebra, colar é uma tentativa de retornar ao que era, jamais fica igual. Então antes de termos que usar o tubo de cola, vamos pensar em proteger o vaso, fechem as janelas e ajustem as cortinas, o outono chegou nos mercados financeiros.

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5 Responses to O Outono chegou, fazer hedge de posições e tomar um chá quente não fazem mal…

  1. Fabiano Ferreira says:

    Professor Ricardo,

    Primeiramente gostaria de expressar a minha satisfação pela excelente aula ministrada no último sábado (isso mesmo sábadão das 13:00 as 16:00) na BBS.

    Li um artigo sobre os desafios do novo presidente do Bacen, porém, teve uma parte que não entendi, seguem os paragráfos em questão:
    “…Preocupado com um possível processo de desindustrialização, o BC vem tentando evitar a valorização do real com operações no mercado de câmbio para proteger segmentos do setor produtivo. A cotação do real em relação ao dólar em meados de fevereiro – 1,66 – era a mesma do ínicio de outubro, mostrando que a valorização foi freada. É uma medida que tem merecido aplauso, mas que complica o quadro inflacionário. Quanto menos acentuada a valorização do real, maior o impacto da alta dos preços em dólar sobre a inflação doméstica.
    “Um dos efeitos colaterais disso é que a alta das commodities lá fora está alimentando os preços aqui dentro. Estamos importando inflação”, diz Andre Loes, economista-chefe do banco HSBC.”

    Não consegui entender a questão de estarmos importando inflação ao não permitir a valorização do real frente ao dólar.

    Muito obrigado e abraços,

    Fabiano

    • tradingcafe says:

      Oi Fabiano, muito obrigado, e eu, do meu lado fiquei muito feliz com a qualidade, o nível de conhecimento e o interesse que você e a classe tem pela busca do crescimento intelectual. Parabéns! Em resposta a sua pergunta, o fator a que ele se refere é que a valorização da moeda incentiva a busca por importar produtos com preços mais competitivos (Adam Smith, David Ricardo) proveniente de países como China e Índia, principalmente. Significa dizer que cada vez que importamos produtos, exportamos empregos. Portanto, o dilema que o BACEN vive neste momento é o de conter a Inflação, valorizando o real para criar competitividade de preços comparativos e ao mesmo tempo não deixar o real valorizar demias para os produtos importados não se tornarem baratos demais e tornar inviável se produzir aqui. Uma questão difícil e com solução complexa. Qual é a taxa de câmbio que resolveria os dois problemas que são antagônicos? A alternativa para se resolver este problema sem utilizar o câmbio seria a redução de impostos… Tema difícil para O BACEN porque eles não tem o controle sobre esta decisão. abs

    • tradingcafe says:

      Oi Fabiano, para esta pergunta vamos precisar de mais informação e ambientação contextual. Vamos conversar? Nossa próxima aula será depois do carnaval, podemos antecipar e conversar antes, seria legal. Vamos combinar?

      • Fabiano Ferreira says:

        Bom dia, Professor Ricardo.
        Muitíssimo obrigado pelo retorno, sei que este assunto foge um pouco dos temas a serem debatidos nas nossas aulas mas, a sua ajuda seria de grande valia. É só me dizer a melhor forma de trabalharmos neste “projeto”.
        Um grande abraço,
        Fabiano

  2. Fabiano Ferreira says:

    Prezado Professor Ricardo,

    Não querendo abusar mas já abusando, sei que estes questionamentos não são pertinentes a este espaço, mas talvez o senhor possa me indicar onde buscar as repostas…

    Me deparei com as seguintes situações onde tenho dúvidas de como proceder:

    – Para clientes de maior potencial oferecemos um plano de metas (escala progressiva) e estamos desenvolvendo um modelo para calcular se a proposta é ou não lucrativa. Sorry, mas não consegui colar o arquivo.

    Pensei em usar o cálculo de margem de contribuição incremental (vide anexo)-> (Incremental Revenue – Variable costs) / Incremental Revenue

    – Como determinar se um desconto de 10% que garante em contra partida uma participação de mercado de 20% é mais lucrativo que um desconto de 30% que garante 70% de participação de mercado.

    Entendo que como na nossa situação o custo direto variável e despesa variável não variam em termos percentuais, a margem de contribuição do desconto mais baixo sempre será mais alta; porém, pensei em utilizar outra vez o cálculo de margem de contribuição incremental para poder comparar os resultados.

    Outra dúvida seria com relação a determinar o mínimo de margem aceitável, deveria levar em conta os nossos custos fixos?

    Muito obrigado e abraços,

    Fabiano

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