Valores Invertidos II… E isso reflete na economia… vivemos em jaulas neste enorme simba-safari…

Toda esta imensa arrecadação de impostos, que são exorbitantes no Brasil, tem uma boa parte de sua utilização em pagamentos deste funcionários públicos, de todo tipo, do presidente do país ao escriturário do assistente do assistente, nas camaras de deputados, auxiliares e staff de toda ordem, nas verbas de representação, em tudo, em todas as escalas de governso federal, estadual e municipal, nas repartições públicas e em todos os órgãos federais que não geram lucro nem retornos. São só despesas e altíssimas. Pois bem, para a manutenção desta máquina gigante, necessitamos pagar estes altos impostos, tributos e encargos que tornam tudo caro no país. Cada serviço, cada bem produzido e comercializado no país incorre em pagamentos de várias taxas e tributos. Alguém imagina quem paga por isso? Obviamente somos todos nós. Os empresários de todos os setores repassam esta carga tributária em seus preços de tudo o que consumimos, da pasta de dente ao cachorro-quente, das aspirinas aos táxis, do estacionamento dos carros às tarifas aéreas… Alguém escapa? Infelizmente, nem eles escapam… Porém, eles tem ressarcimento em forma de altos salários e outros “fringe benefits” das funções públicas que ocupam. Isto encarece tudo. Eles tentam explicar que o problema da inflação é o déficit público, da dívida interna soberana, do tesouro nacional. Não é. É o alto custo desta sociedade de valores invertidos onde todos querem passar para o lado de lá da cerca, virar político, “arrumar uma boquinha” (tem algo mais horrível do que esta expressão?) ou passar num concurso público para ter seu “burro na sombra”. O problema do país está aí. Nós estudamos para crescer como pessoas e cidadãos, para tornar nossas vidas e a vida daqueles que nos cercam melhor. O crescimento advém do conhecimento, do progredir em direção a um gol comum, de termos oportunidades, de criarmos riqueza e de produzirmos conforto e inovação para todos. porém, o que vemos? Os muros das casas cada vez mais altos, alarmes, blindagem de carros, de seguros de residências e de veículos cada vez mais caros, de pobreza cada vez maior, de filas gigantes para atendimentos hospitalares pífios, de farmácias e indústrias farmacêuticas que pagam bonificações para médicos indicarem certos remédios, de universidades caras para muitos e de vestibulares hediondos para universidades gratuitas para poucos, elitizando o ensino, de valores invertidos em toda as esferas da sociedade. Convênios-médicos, bancos cobrando taxas astronômicas, especuladores de imóveis, indústria de multas e já nem lembro mais o quê… Estamos cercados e vivemos em jaulas neste enorme simba-safari e falamos, falamos, e tudo prossegue da mesma forma, para pior, maiores impostos, maiores preços, menores salários e poupança com juros fixos… O país tem que crescer, não nos termos do PIB, mas de verdade, reduzir impostos, reduzir a massa governamental, reduzir os gastos e aumentar os investimentos para o povo brasileiro, em educação e saúde, em bem-estar, em segurança, em liberdade de expressão, de movimentação, de qualidade de vida. Estamos sempre muito preocupadose e ocupados, dispersos nas estórias que nos contam na televisão, nos Big Bananas Brasil, ex e atuais, com as contas a pagar, mensalidades disso e daquilo, com a rádio-corredor (ou rádio-pião) e os conflitos micro de nosso dia-a-dia nos escritórios. Esquecemos dos padrões de ética e moralidade que são o sustentáculo de uma soicedade sadia e forte. Todos vimos o comportamento dos japoneses durante a tragédia do tsunami, em fila, se ajudando solidariamente, sem saques ou sentimentos de “furar-a-fila” porque afinal, “você sabe com quem está falando?” como veríamos por aqui. Não. Eles demonstraram um alto grau de senso cívico e humano.
A economia, traduzindo para o português, é o resultado das ações humanas, dos erros e acertos dos humanos, da exploração e da honestidade das pessoas, de todos e cada um de nós. Podemos mudar tudo isso, podemos melhorar tudo isso. A inflação de preços e de ganâncias que vivemos é um reflexo do comportamento do governo que reflete o povo, que por sua vez fica calado ou reclama do dólar… Reduzir os impostos é imperativo. Investir em nós mesmos é imperativo. Enquanto temos tempo. Afinal, todos tendem a acreditar que o Brasil é um país jovem… Será?

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One Response to Valores Invertidos II… E isso reflete na economia… vivemos em jaulas neste enorme simba-safari…

  1. J.R. Vensan says:

    Ricardo, na minha opinião, o Brasil é tão jovem ou tão velho como qualquer outro lugar… um problema sério que temos é a cultura de perversão.
    Do Aurélio: Perversão: Substantivo feminino. Transformação de uma coisa em outra pior, desvirtuação. Depravação.
    Da Wikipedia: É um termo usado para designar o desvio, por parte de um indivíduo ou grupo, de qualquer dos comportamentos humanos considerados normais e/ou ortodoxos para um determinado grupo social.
    Aí está.
    JR

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