Idiocracia… Novo regime neste país… Rui Barbosa estava certo.

Rui Barbosa estava certo, muitos anos atrás, sobre o que aconteceria no Brasil:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)”
Ele deve estar se remexendo no túmulo, ao ver e ouvir os absurdos idiocráticos que os nulos que estão do poder fazem, crimes contra a língua portuguesa, nivelando tudo por baixo, em nome da não descriminação. Falar errado agora é certo, escrever errado está nos livros e tudo isso pago por nós, impresso e autorizado pelo MINISTÉRIO DA CULTURA E EDUCAÇÃO – MEC, que deveria mudar o nome para MISTÉRIO DA INCULTURA E DESEDUCAÇÃO – MID. Desta forma, se instaura oficialmente no Brasil a idiocracia, tornando o povo idiota oficialmente. Fica mais fácil para fazer o que bem entendem, criarem mensalões, montarem “consultorias”, comprarem apartamentos de milhões de reais, enquanto nós, os “palliaços” pagamos por tudo isso nessa infinidade de impostos, tributos e contribuições. E, ainda, somos obrigados a votar. Para ser lixeiro é obrigado a ter o segundo-grau completo, para ser deputado, senador, presidente… Basta ter coragem… Tudo em nome da não-descriminação. Está tudo errado ou
estamos no ponto de ter vergonha da honra e da honestidade?

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5 Responses to Idiocracia… Novo regime neste país… Rui Barbosa estava certo.

  1. J.R. Vensan says:

    Ricardo, sobre este tema sugiro a leitura de “Os Donos do Poder”, do Raymundo Faoro, grande jurista e historiador gaúcho e de certa forma discípulo do bigodudo irascível e inconformista de um século atrás. Faoro mostra como a história se repete no Brasil, mais vezes e de mais formas do que parece à primeira vista.
    Tem episódios que, lendo-se, não parece que ocorreram a 100, 150 ou 200 anos. Parece que foi ontem. Ou será amanhã.
    Inclusive, a reinvenção do país (como um presidente sair por aí repetindo bordões como “nunca antes neste país” e coisas do gênero) é um recurso muito utilizado para dar um “reset” na memória do povo. Especialidade nossa.
    Abraço
    JR

  2. J.R. Vensan says:

    Ricardo, sou eu aqui de novo neste mesmo post. Este assunto é muito importante.
    É que saiu hoje um artigo muito bom escrito pelo Rolf Kunz no Estadão. Ele até inventa o termo “semiglota”, que achei excelente.
    Concordo em gênero, número e grau com ele e assino embaixo.
    O link para o artigo:
    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110518/not_imp720597,0.php
    Um abraço
    JR

    • tradingcafe says:

      Oi JR, obrigado, vou ler! Semiglota é muito apropriado e depois dessa vamos ter que controlar os artigos na mídia… desde que o errado está certo, poderemos ver manchetes bizarras nos grandes jornais, imagina? abs

      • J.R. Vensan says:

        Então, a manchete “Senado desfigura a lei da ficha limpa com restrições” ficaria “Os mano do senado abraçaro de veiz as treta”. Fica até mais suscinto, mais objetivo, né.
        Coisas do “cerumano”.
        Abraço
        JR

    • Gianca says:

      Realmente o articulista Kuntz matou na mosca a charada….Triste que “azelite” tem que suportar este baixo nivelamento, enlameado. Estavam certos os fundadores da democracia norte-americana: so deveria votar quem contribui, ou paga imposto de renda.

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