IOF nos gastos com cartão no exterior… Serve apenas para o governo cobrar ainda mais impostos…

Apenas para provar como a cobrança de IOF nos gastos com cartão de crédito no exterior não tem nenhum impacto no consumo dos brasileiros em despesas no extrior, os números saíram ontem, e com aumento… Como eu havia escrito neste blog, o iof nos cartões não alteraria a tendência, porque é tudo mais barato lá fora. O problema real é que, primeiro, é patético e terceiro-mundista se incomodar com os brasileiros, que trabalharam e ganharam seu “próprio” dinheiro, desejam viajar e consumir no exterior seja foco de tanta discussão. Segundo, o Brasil cresceu, a renda cresceu e acima de tudo o dólar nunca esteve tão baixo. Terceiro, o governo cobra tanto imposto aqui que é inviável consumir no Brasil. Tudo, absolutamente tudo é mais barato (e muito mais barato…) no exterior. Ontem eu vi o preço de um simples nano Ipod nos Estados Unidos, vendido a USD 46 (R$ 74,52). O mesmo produto aqui estava anunciado por R$ 534,00. Imposto e imposto sobre o produto, mais, um pouqinho de ganância… Carros produzidos no Brasil, vendidos a R$ 60.000 são vendidos no México por R$ 25.000 ( e com mais acessórios…). Café produzido no Brasil, exportado para a Itália, manufaturado e embalado e exportado para a França, vendido no café em frente ao Louvre por R$ 1,70 a chícara. No Brasil, R$ 3,50 a mesma chícara… Precisamos parar e recomeçar do zero, está impraticável consumir no Brasil. E este governo sabe muito bem cobrar impostos e dar zero de retorno para a população. Que ainda paga convênio e agora terá que pagar cosnultas por fora para o médico para compor a renda da classe… É simplesmente inacreditável. E as duas únicas vezes que os brasileiros se reúnem para protestar e desfilar na avenida Paulista é por motivos diversos.
Até quando vamos ficar calados? O nível de impostos no Brasil é um ultraje e o nível de benefícos que recebemos em troca é uma vergonha e um insulto. A riqueza deste país é tão grande que não haveria necessidade de pessoas morrerem no corredor de hospitais sem tratamento, de termos esse nível de violência, de termos esta pobreza espalhada e de vivermos aquém do que poderíamos se tivéssemos uma administração mais coerente, que governe para o povo de fato. Ah, quase me esqueci… Nós brasileiros gastamos mais no exterior em abril… algo como USD 1,9 bi a mais do que o mês anterior. Parabéns, usamos nossa inteligência para consumir pagando menos, ao mesmo tempo que viajamos e crescemos culturalmente, ampliando nossos horizontes e constatando que tem algo muito errado por aqui.

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3 Responses to IOF nos gastos com cartão no exterior… Serve apenas para o governo cobrar ainda mais impostos…

  1. J.R. Vensan says:

    Olá Ricardo, estou me recuperando da gripe/sinusite, e logo mais poderemos retomar as filmagens.

    Sobre este assunto, me lembro que na última viagem que fiz aos EUA fiz uma economia tão espantosa nas compras – em tudo, da comida até os computadores, passando por roupas, sapatos, xampu, absolutamente tudo, que pagamos a viagem toda apenas com a economia que fizemos, e ainda sobrou economia.

    Desde então, recomendo a quem quiser me ouvir que COMPRE O MÍNIMO DE COISAS E SERVIÇOS NO BRASIL, porque, do contrário, além de contribuirmos para financiar a farra do Palocci e companhia, damos atestado de incompetentes financeiramente e coniventes politicamente.

    É mais negócio – e acredito que seja também mais socialmente responsável – pagar passagem de avião, estadia, etc. e comprar tudo de uma vez lá fora do que comprar aos poucos aqui.

    Vejo este movimento maciço de compras no exterior, que já vem de anos, como o mais eloquente protesto contra o estado de coisas aqui, contra a forma acintosa com que somos explorados pelas instituições que nos regem.

    Os brasileiros têm há séculos driblado nossos governos, notoriamente interessados no próprio umbigo, fazendo uso do escárnio e da indiferença em seu discurso, combinados na prática com subterfúgios para escapar da ganância imediatista do estado (como fazer compras no exterior no momento atual, e também comprando nota fiscal – prática comum em pequenas empresas, escondendo bens de várias formas, permanecendo o máximo possível na informalidade, etc., etc.).

    Há toda uma forma de viver que desenvolvemos, uma cultura que nos é própria, baseada nesta relação de gato e rato entre o estado brasileiro e o povo.

    Talvez aí haja algo de bom a ser tirado, desta experiência centenária que temos de viver na adversidade de um ambiente hostil à sociedade, criado por nossas próprias instituições.

    Um abraço
    JR

  2. Cézar says:

    Disse tudo. Como está difícil viver aqui. Até quando aceitaremos ?

  3. simone says:

    http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/05/27/banco-do-brasil-vai-fazer-financiamento-de-imoveis-do-minha-casa-minha-vida.jhtm

    27/05/2011 – 20h14
    Banco do Brasil vai financiar imóveis do programa “Minha Casa, Minha Vida”
    Da Agência Brasil

    Comentários [3]
    São Paulo – Em reunião com empresários, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciou nesta sexta-feira (27) a participação do Banco do Brasil (BB) como agente financiador do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

    Segundo ela, a Caixa Econômica Federal já está repassando ao BB as informações para que a instituição possa começar a atuar em 2012, principalmente no financiamento de empreendimentos para famílias que ganham até três salários mínimos.

    Na reunião, que contou com a presença de empresários do ramo da incorporação e construção, de dirigentes da Caixa e do Banco Brasil, também foi detalhada a segunda fase do programa.

    Segundo a ministra, o banco precisará trabalhar ao longo deste ano para montar a estrutura necessária para a operar no programa habitacional. “Isso exige uma estrutura que, hoje, o Banco do Brasil não tem, mas foi determinação da presidenta [Dilma Rousseff] que eles montassem”, ressaltou.

    O Banco do Brasil deverá agir de forma complementar à Caixa. Miriam destacou, no entanto, que o funcionamento da parceira exigirá um esforço de articulação dentro do governo. “Nós vamos ter que nos desdobrar para não transformar a entrada do banco em um peso”, disse.

    Na segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, as unidades habitacionais destinadas para a faixa de renda de até três salários mínimos terão preço médio de R$ 54.940, contra os R$ 42 mil da primeira fase do programa. Os preços variam por região.

    Há agora também uma preocupação maior com a qualidade dos imóveis e com o acabamento. As plantas serão maiores de modo a facilitar a acessibilidade de deficientes físicos, fazendo com que as moradias tenham, por exemplo, portas e janelas mais amplas. “Que realmente iluminem o recinto”, disse o presidente da Caixa, Jorge Hereda.

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