Bolha Imobiliária XIV… O real está valorizado ou desvalorizado? O Valor da moeda…

Em tempos de bolhas especulativas e falta de informações coerentes que alimentam os movimentos de preços de ativos e commodities de mercados, podemos observar simultaneamente a valorização da moeda em relação à seus pares e uma desvalorização da moeda em termos absolutos. Ao mesmo tempo em que o Real se valorizou muito contra o dólar nos últimos 3 anos, internamente, o real de se desvalorizou, parte pela inflação e uma parte maior ainda pela especulação de preços. Por quanto tempo isto perdura? Estes ciclos discrepantes com estas características não são comuns de ocorrerem nesta magnitude, desta forma estes ciclos podem durar um ano, dois ou até cinco anos. Ao mesmo tempo em que um apartamento de 3 dormitórios num bairro bom em São Paulo custava R$ 270 mil e o dólar estava cotado em R$ 2,20 (ou USD 122 mil), hoje este mesmo apartamento está custando R$ 1milhão ou USD 625 mil. Neste mesmo período a inflação acumulada “oficial” foi de aprox. 17%. Um aumento em dólares de 5 vezes o valor ou 512%. Uma queda de 27% na cotação da moeda… Existe uma discrepância absoluta de percepção do valor do dinheiro. Neste mesmo período, a renda no Brasil não aumentou no mesmo passo ( de 500%…) e não houve uma procura desenfreada por imóveis. Ainda, no Brasil, não há um efeito raridade ou falta de oferta de imóveis, ao contrário, há um excesso de oferta e o potencial de expansão gigantesco para novas construções, devido à imensidão de espaço que temos neste continente chamado Brasil. Qual é a explicação então? Ganância, manipulação e falta de noção, todos que caracterizam uma bolha enorme de especulação. Baseado na mentira de que há uma deficiência de 6 milhões de moradias para os Brasileiros. A bolha vai estourar e quando estourar, vai fazer estrago. O Real está super desvalorizado de fato e valorizado contra o dólar.

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11 Responses to Bolha Imobiliária XIV… O real está valorizado ou desvalorizado? O Valor da moeda…

  1. simone says:

    Bolha Imbolbiliária Espanhola: qualquer semelhança com o Brasil não é mera conicidência

  2. simone says:

    Bolha imobiliária faz venda de imóveis no Brasil cair 35% em 2011

  3. simone says:

    Os dados do censo 2010 revelam que nao ha mais defcit habitacional no brasil, o numero de imoveis desocupados hoje esta em 200.000.

    Hoje tem gente que esta empenhando 45% da sua renda liquida, por 30 anos, para pagar financiamento, isto significa que a pessoa vive apenas para pagar uma casa. Uma casa é apenas um lugar para morar, e nao deve ser o objetivo de vida de uma pessoa. Se as familias comprometem 45% da sua renda liquida em financiamento, como ira sobrar dinheiro para pagar escola de filhos, viagens, trocar de carro, etc ?

    Uma hora a piramide vai ruir.

  4. Joacy Coelho says:

    Será que essa pirâmide vai ruir mais rápido aqui em São Luís-MA?
    Vejam essa notícia no link abaixo sobre o endividamento das famílias aqui na cidade – mais de 80% das pessoas ouvidas estão endividadas.
    Tem mais, a Caixa, juntamente com algumas construtoras, programou por aqui um feirão de imóveis que ocorrerá nos próximos dias 4 e 5 de junho. Isso é para ferrar com os outros 16% que ainda não estão endividados. É brincadeira!!!
    Será que esse feirão é por que não estão conseguindo vender 100% dos imóveis num fim de semana, como ocorria pouco tempo atrás? Huumm, sei não… Isso tá me cheirando a bolha.
    Eu é que não caio nessa.
    http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/negocios/2011/05/29/interna_negocios,82154/cerca-de-51-dos-moradores-de-sao-luis-tem-dividas-em-atraso.shtml

    • tradingcafe says:

      Oi Joacy, além de tudo, a caixa não informou se estes imóveis do feirão são resultado de imóveis de repossessão por falta de pagamento… Eu acho que a pirâmide vai ruir por todos os lados quase que simultaneamente. Um abraço, obrigado Joacy.

  5. simone says:

    Pra vc Ricardo

    Captação das cadernetas e empréstimos habitacionais
    O Estado de S. Paulo – 29/05/2011

    Os depósitos de poupança sofreram saques de R$ 612 milhões, no mês passado, e de quase R$ 2 bilhões, até a terceira semana deste mês, surpreendendo os bancos, que empregam os recursos no financiamento da casa própria. Caso se acelerem as retiradas de dinheiro das cadernetas e continuem aumentando as operações de crédito imobiliário, a escassez de recursos já prevista para 2012 ou 2013 poderá ocorrer mais cedo.

    Até o ano passado, a captação via cadernetas crescia à média anual de 20%, ante um crescimento superior a 50% no ritmo de avanço dos empréstimos. No biênio 2009/2010, por exemplo, os saldos das cadernetas aumentaram 39,2%, enquanto o volume de financiamentos dos bancos cresceu 87,1%. No primeiro quadrimestre deste ano, os créditos para a compra de moradia superaram R$ 22 bilhões, prevendo-se que atinjam R$ 80 bilhões no ano.

    O descompasso entre captação e aplicação só não inviabiliza o crédito imobiliário porque há excedentes antigos de recursos não aplicados. E porque surgiram novos mecanismos de captação, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), além dos fundos imobiliários, que têm atraído investidores.

    Mantido o ritmo das aplicações, o esgotamento da poupança poderá ocorrer no próximo ano, temem instituições de grande porte como a Caixa Econômica Federal (CEF) e os Bancos Santander e HSBC, ouvidos pelo jornal Valor. A CEF, maior agente do crédito imobiliário, prevê dificuldades no final do primeiro trimestre do ano que vem, o que é um prazo muito curto para o sistema imobiliário.

    O enfraquecimento da captação das cadernetas é consequência da alta de juros, que provocou um deslocamento de recursos da poupança para os fundos. Para os bancos, a insuficiência das cadernetas terá de ser suprida por novas modalidades de captação – uma das quais, o covered bond, chamado de “CDB imobiliário”, que está sob discussão no governo.

    Além de atrair novos recursos para o financiamento da moradia, será preciso atentar para o risco de elevação dos custos das operações, pois a caderneta propicia recursos baratos – os aplicadores recebem 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), ou seja, entre 7% e 8% ao ano, permitindo que os financiamentos sejam oferecidos a taxas entre 10% e 12% ao ano.

    Ou seja, a inflação em alta também impõe riscos ao setor imobiliário, pois afeta a captação das cadernetas e, assim, prejudica a oferta de crédito a taxas módicas para os mutuários.

  6. simone says:

    Por Reinaldo Azevedo

    Copa do Mundo: no atual ritmo, país estará pronto em 2038! Incompetência, megalomania, roubalheira…

    Arena Amazônia: ainda é só um buraco no chão, mas contratos de R$ 200 milhões já revelaram sobrepreço de R$ 71 milhões, segundo o TCU
    O Brasil será sede da Copa do Mundo de 2014? É certo que sim! A possibilidade de a Fifa perder a paciência e escolher outro país é remotíssima. Seria um vexame espetacular. Logo, ninguém deve apostar nisso. Mas o Brasil será sede da Copa sob quais condições? Eis o problema. A VEJA desta semana fez uma radiografia das obras nos 12 estádios que devem sediar o mundial. O quadro é desolador. Apenas um — o Castelão, do Ceará — avança num ritmo que pode ser considerado adequado. O Maracanã, um símbolo do futebol brasileiro, escolhido para receber a partida final do torneio, tudo o mais constante, ficará pronto em… 2038!

    Perguntará o leitor: “Se você diz que a Copa acontecerá, então qual é o problema? Há atraso agora, mas, depois, as coisas entram num ritmo adequado”. Não é bem assim, e o próprio Brasil sabe disso. O Rio foi sede dos jogos Pan-Americanos de 2007. As obras de infra-estrutura para receber a competição estavam orçadas em R$ 400 milhões. De atraso em atraso, de incompetência em incompetência, de sem-vergonhice em sem-vergonhice, ficou tudo para a última hora. Resultado: o Pan custou 10 vezes mais — R$ 4 bilhões —, e um monte de larápios encheu os bolsos com o dinheiro público.

    Este é o principal problema: incompetência, incúria e malandragem elevam dramaticamente os custos. O Brasil já fez uma coisa estúpida: em vez de distribuir as partidas por nove estádios, a exemplo da África do Sul, decidiu, em razão do populismo lulo-petista, espalhá-las por 12, elevando brutalmente a conta. Abaixo, publico um quadro, elaborado com base nos dados exaustivamente levantados pela equipe de reportagem da VEJA, que traz o nome do estádio, o orçamento previsto, quanto se gastou até agora e quando o estádio ficaria pronto se o ritmo das obras fosse mantido. Acompanhem. Volto depois:

    A SITUAÇÃO DOS 12 ESTÁDIOS DA COPA HOJE

    Estádio Orçamento Gasto hoje Fica pronto em…
    Corinthians (SP) R$ 1 bilhão Zero Nunca
    A. das Dunas (RN) R$ 400 milhões Zero Nunca
    A. da Baixada (PR) R$ 220 milhões Zero Nunca
    Maracanã (RJ) R$ 957 milhões R$ 26 milhões 2038
    Arena Pernambuco R$ 532 milhões R$ 60 milhões 2025
    Arena Amazônia R$ 499,5 milhões R$ 30 milhões 2024
    Mineirão (MG) R$ 666 milhões R$ 86,6 milhões 2020
    Nacional (DF) R$ 670 milhões R$ 45 milhões 2021
    Arena (MT) R$ 355 milhões R$ 48 milhões 2017
    Beira Rio (RS) R$ 290 milhões R$ 30 milhões 2017
    Fonte Nova (GO) R$ 591 milhões R$ 99,9 milhões 2015
    Castelão (CE) R$ 519 milhões R$ 80 milhões 2013

    O ano de conclusão da obra não se define apenas pelo montante investido. Chegou-se a ele avaliando também a qualidade do gasto. Leiam a reportagem. A coisa é bem pior do que parece. Seguem alguns descalabros:
    1- O projeto de reforma do Estádio Nacional, do DF, não previa a instalação de bobagens como gramado, iluminação, cadeiras e telão… Pense bem, leitor: por que um estádio deveria ter um… gramado?;
    2 – só depois de demolirem boa parte das arquibancadas do Maracanã é que descobriram que toda a estrutura de concreto que a recobre está comprometida por infiltrações;
    3 – de descoberta nova em descoberta nova, o estádio do Corinthians já alcançou a fábula de R$ 1 bilhão (só não se sabe quem vai pagar): uma hora aparece um duto da Petrobrás aqui; outra hora, um córrego para canalizar ali…;
    4 – dos R$ 27,5 bilhões previstos de investimentos para todas as obras da Copa do Mundo, só foram gastos, até agora, R$ 590 milhões;
    5 – Se a situação é dramática nos estádios, não é melhor, como se sabe, nos aeroportos: dos 13 listados nos projetos da Copa, as obras só começaram em seis;
    6 – o Brasil prometeu realizar 50 obras de mobilidade urbana para facilitar o trânsito e acesso aos estádios; até agora, só quatro tiveram início.

    Leia a reportagem. Há outros detalhes escandalosos. Volto ao começo: o Brasil vai fazer a Copa de 2014? Vai, sim! Ocorre que toda essa incúria elevará escandalosamente os custos. Já hoje está em curso um esforço para que o TCU pegue leve com a roubalheira, em nome da honra da pátria. Um exemplo: o Arena Amazônia ainda está na fase de terraplenagem, como se vê acima. O tribunal analisou contratos de R$ 200 milhões; só nessa fatia, detectou sobrepreço de R$ 71 milhões. Esse estádio, aliás, é exemplo da loucura que tomou conta dessa gente. Pronto, ele pode abrigar 44.500 pessoas. Bom para a Copa? Pode ser. Depois, será destinado ao campeonato local. A média de público do torneio amazonense é inferior a mil pagantes. Neste ano, o confronto que atraiu mais gente se deu entre Nacional e Penarol: 2.869 testemunhas. Adivinhem quem pagará a conta agora e depois…

    É o lulo-petismo rumo a 2014: falta de planejamento, incompetência, megalomania e roubalheira. Os cofres públicos pagarão a conta. Algo precisa ser feito, ou o vexame é certo. Sugiro a contratação da empresa de Antônio Palocci. Os custos podem subir um tanto, mas, dizem, esse “resolve”!

  7. Andre says:

    Prezado tradingcafe,

    permita-me discordar um pouco do seu raciocínio:

    “não houve uma procura desenfreada por imóveis.”
    Os dados do credito imobiliario c/ recursos de poupança (no site da ABECIP), mostram q se vende por mes hoje o q se vendia por ano em 2003. A oferta não acompanha um aumento tão repentino na demanda, daí o preço reage…

    “potencial de expansão gigantesco para novas construções, devido à imensidão de espaço que temos neste continente chamado Brasil.”

    O BR é imenso sim, mas do q adianta? Está concentrado em algumas poucas metrópoles. As pessoas vão morar onde tem oportunidade de trab. melhor… Não tem jeito.

    Abs

    • tradingcafe says:

      Olá André, obrigado pela participação e também por discordar, faz parte do diálogo que só traz coisas boas para todos. Baseado neste dado, de que se vende por mês hoje o que se vendia por ano em 2003, a afirmativa que ainda temos um déficit habitacional tão grande deve estar equivocada também. Ao meu ver, as pessoas que não podiam comprar em 2003 ainda não podem comprar hoje, o que nos levaria a considerar que muitas pessoas não são proprietárias de imóveis enquanto outras o são, e de vários imóveis. Desta forma, faria sentido dizer que há um défict habitacional mas estas pessoas que são donas de vários imóveis, compraram por que? Por especulação ou para alugar, dado que normalmente moramos em apenas um imóvel? E temos vários prédios vazios, e um jornal de classificados forrado de anúncios e ainda canais de tv a cabo oferecendo imóveis de todos os tipos. Não podemos esquecer que a Caixa está fazendo feirões para “liquidar” estoques, de tanto imóvel ofertado que existe. Assim, acredito que há uma bolha forte no mercado. abs.

  8. simone says:

    a balança não está equilibrada …
    o que adianta um rapaz que ganha 600 reais por mês , ter 60 reais de aumento se um outro que ganha 10 mil ter 1.000 reais de aumento , se sobre esse 60 reais não dá pra fazer muita coisa já que os preços em geral aumenta junto e ainda tem o ir pra te comer 30% .

    Na realidade dão esmola para o povo brasileiro.

    Quem ganha essa esmola , se não estudar , vai acabar morando em uma cohab …
    É isso que o governo quer, jogar essas pessoas , para fim eleitoral .

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