O que acontece se os Estados Unidos perderem o grau de AAA de rating?

Em efeito, os Estados Unidos já não representam risco ZERO, ou seja, já não são risco AAA há algum tempo. Quais seriam as implicações de uma mudança no rating do país, como já ameaçam as duas agências americanas de rating? A maioria dos países tem estaututo rígido de investimento de suas reservas, que majoritariamente eram mantidas em dólares e devem ser aplicadas em investimentos de risco zero (AAA). O endereço comum para este tipo de recursos (USD 9,2 trilhões) são os títulos do tesouro americano. Muito bem, se eles perdem esse rating haverá uma fuga de capitais do país, com dois desdobramentos negativos iniciais. Primeiro,venda dos títulos do tesouro que causará um enorme problema de solvência e um salto nas taxas de juros do dólar, segundo, uma venda gigantesca dos dólares para buscar outros investimentso e moedas com risco menor, que apresente o risco AAA. Europa… vão comprar Euro e investir nos títulos alemães. Uma movimentação sem precedentes de recursos. O euro já está voltando a subir para cima de 1,45. Será um caos. Es´pero que eles acertem o passo e contunuem com o rating em AAA.

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11 Responses to O que acontece se os Estados Unidos perderem o grau de AAA de rating?

  1. Mas, só precisa convencer os Republicanos no Congresso norte-americano disso. Eles brincam enquanto o sistema mundial financeiro queima.

  2. Tulio says:

    Ricardo, mesmo que o Congresso americano aprove o aumento do nível de endividamente, ainda seria necessário que o país aumentasse sua taxa de juros para evitar um colapso similar, correto?

    Fico me perguntando quais seriam as consequências na Bovespa. Se no Memorial Day já tivemos um dia muito devagar, mostrando nossa dependência em relação às bolsas estrangeiras, só fico imaginando o que um fato desse tipo causaria…

  3. Pingback: Debt Ceiling Silliness | brazilthoughts

  4. simone says:

    Olha Ricardo

    Vejam o que está acontecendo aqui em São José dos Campos:
    http://ciespsjc.org.br/noticias/clube-de-investidores-invade-a-construccedilatildeo-civil-de-satildeo-joseacute/1423.html
    Essa é a reprodução de uma reportagem que saiu no principal jornal da região em janeiro deste ano. Destaco o seguinte trecho:
    “A atratividade está nas cifras. Enquanto os juros da poupança rendem apenas 6% anuais e o fundo de renda fixa, como o CDB, aumentam no máximo 10% ao ano o valor do montante aplicado, a aplicação na construção de imóvel gera retorno de mais de 40% do total investido. Em alguns casos excepcionais, o lucro supera os 100% do dinheiro aplicado.”
    Loucura! E não há razão para que isto esteja acontecendo somente aqui. Depois os caras ficam falando que no Brasil as pessoas só compram para morar e não há especulação!

  5. simone says:

    Cesta básica fica mais cara em 12 de 17 capitais em maio

    A cesta básica ficou mais cara em 12 de 17 capitais em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em abril, o preço para adquirir o conjunto de produtos básicos havia recuado em 14 cidades pesquisadas.

    . As maiores altas de maio foram registradas em Recife (2,79%), Fortaleza (2,54%), Rio de Janeiro (1,90%), Vitória (1,75%), São Paulo (1,66%), Goiânia (1,34%) e Florianópolis (1,02%).

    . A cesta mais cara do País continua sendo a de São Paulo, com R$ 272,98. Em seguida aparece Porto Alegre, com R$ 265,70, e Vitória, onde a compra dos itens básicos sai por R$ 260,59. Já as cestas mais baratas do Brasil podem ser adquiridas em Aracaju (R$ 186,67), João Pessoa (R$ 200,18) e Salvador (R$ 202,40).

  6. simone says:

    PIB brasileiro fica atrás da Coréia, empatado com o Chile
    Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, a economia brasileira cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2011 em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 939,6 bilhões. O resultado veio dentro das expectativas dos analistas do mercado e representa a oitava alta consecutiva.

    . Na comparação com o mesmo período de 2010, a expansão foi de 4,2%, o que coloca o Brasil numa posição mediana no ranking mundial. No acumulado em quatro trimestres, o Produto Interno Bruto (PIB) teve variação positiva de 6,2%.

    . O resultado do Brasil ficou atrás do avanço de 1,5% do PIB alemão e o crescimento de 1,4% da Coreia do Sul. O Brasil vem logo na sequência, empatado com o Chile.

  7. simone says:

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/924944-professor-de-yale-acusa-bolha-em-setor-imobiliario-brasileiro.shtml

    03/06/2011 – 14h19
    Professor de Yale acusa bolha em setor imobiliário brasileiro
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    FELIPE VANINI BRUNING
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

    O professor do departamento de economia da Universidade de Yale Robert Shiller alertou nesta sexta-feira para a eventual formação de uma bolha imobiliária no país.

    Segundo ele, a especulação dos investidores e a prosperidade atual da economia contribuem para uma supervalorização dos imóveis.

    Ações por problemas em aluguel atingem menor nível para abril
    Bancos buscam formas de tornar título imobiliário atrativo

    “Nos EUA, mesmo após o estouro da bolha imobiliária, tivemos um boom dos imóveis na cidade de San Francisco, que subiram até 20%. Não é difícil acreditar que o mesmo esteja ocorrendo no Brasil”, afirmou, durante participação no Congresso Brasileiro de Aço, em São Paulo.

    Pouco antes, em sua apresentação, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, dissera “que é importante que o mercado de crédito avance no setor imobiliário”.

    PRÉ-SAL

    Shiller também apontou que o Brasil deve tomar cuidado para não basear seu crescimento apenas nas novas reservas de petróleo. “Os EUA tiveram a sorte de encontrar petróleo muito cedo, nos anos 1850, mas o que deve ser analisado é em que medida seu crescimento dependeu disso”, afirmou.

    Para ele, o Brasil tem de aproveitar esses recursos para realizar uma expansão em outros setores produtivos. “O México pensava que sanaria seus problemas economicos quando encontrou reservas de petróleo nos anos 1970, mas isso acabou não ocorrendo”, afirmou.

  8. simone says:

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/924888-bancos-buscam-formas-de-tornar-titulo-imobiliario-atrativo.shtml

    03/06/2011 – 11h17
    Bancos buscam formas de tornar título imobiliário atrativo
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    TATIANA RESENDE
    DE SÃO PAULO

    Com a necessidade iminente de diversificar a fonte de recursos para crédito imobiliário para além do FGTS e da poupança devido ao aumento da demanda, os bancos buscam formas de alavancar a securitização –transformação de uma dívida em um papel para investimento no mercado de capitais.

    Um dos pontos em discussão é o índice de remuneração para tornar esses papéis mais atrativos para os investidores, garantindo o crescimento desse mercado. “A TR [Taxa Referencial] não atende os grandes investidores. O indexador tem que ser ligado a um índice de preços”, afirmou Luiz Antônio França, presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) em seminário promovido pela entidade nesta semana.

    De acordo com Alexandre Assolini, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário da BM&FBovespa, dos 589 CRIs (certificados de recebível imobiliários) já emitidos no Brasil, a maioria (60,3%) foram atrelados a índices de preço. A TR ficou com uma participação de 30,4%.

    A vantagem para uma instituição financeira emitir um CRI é receber o dinheiro sem ter de esperar até o último pagamento do tomador do financiamento imobiliário.

    Para testar esse mercado, a Caixa Econômica Federal transformou uma parte de sua carteira de crédito imobiliário em CRI em março, em uma emissão de R$ 232,766 milhões, sendo a primeira instituição financeira a ofertar esses papéis por um valor abaixo de R$ 300 mil. A aplicação mínima era R$ 10 mil.

    Dos 1.675 investidores que compraram os CRIs, a maioria era pessoa física (1.570), que somaram um aporte de R$ 107,997 milhões. Apesar da menor quantidade (102), as pessoas jurídicas responderam por R$ 118,822 milhões. Outros R$ 13,999 milhões vieram de três fundos imobiliários.

    Os papéis, isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, serão remunerados por uma taxa fixa de 10% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e vencem em 2018.

    QUANTIDADE

    Para Fabio Nogueira, da Brazilian Securities, maior securitizadora do Brasil e responsável pela emissão dos papéis da Caixa, o indexador não é o principal problema. “À medida que houver demanda, a gente vai produzir [títulos com diferentes opções de remuneração]”, afirma. A grande dificuldade para esse mercado crescer no país era, na sua opinião, “a originação de ativos de qualidade”, o que vem mudando com o crescimento do mercado imobiliário e o consequente aumento na quantidade de contratos que podem ser securitizados.

    A Caixa cedeu à Brazilian Securities 4.324 contratos de financiamento imobiliário com prazo máximo de oito anos para o término do pagamento do financiamento. Em nenhum deles houve inadimplência nas parcelas pelo menos nos últimos 24 meses.

    A Fitch Ratings atribuiu a nota “AAA” para o título, o menor risco na escala. Nogueira conta que a escolha dos contratos que iriam lastrear a emissão foi feita por um grupo de trabalho, que envolveu também a agência de “rating”.

    O fato de a Caixa garantir a compra dos papéis antes do vencimento é um impulso para o desenvolvimento do mercado secundário, na sua opinião. “Não necessariamente quem comprou vai querer vender, mas vai se sentir mais seguro.”

    Para Nogueira, o produto precisa ser popularizado, com os pequenos investidores tendo mais conhecimento sobre esse tipo de aplicação. “Onde temos hoje o potencial poupador? No varejo”, acrescenta.

    Para o presidente da Abecip, as pessoas físicas são um público importante, mas com potencial de investimento limitado. “Precisamos acessar os grandes investidores”, diz, referindo-se, por exemplo, aos fundos de pensão.

    INCENTIVO

    No final do ano passado, uma das medidas do pacote de incentivo ao crédito de longo prazo permitiu aos bancos fazerem mais empréstimos utilizando os recursos da poupança. Atualmente, as instituições financeiras são obrigados a direcionar 65% dos depósitos da caderneta para financiar a casa própria. Quando não conseguem atingir esse patamar, a parte que falta é recolhida como depósito compulsório no Banco Central.

    Com a mudança, as instituições passaram a ter um intervalo de tempo para “diluir” o impacto de créditos vendidos em uma operação de securitização. Esses empréstimos podem ser considerados por três anos nas contas para efeito de enquadramento nas regras, mas com redução de 1/36 a cada mês.

    Segundo Sérgio Odilon dos Anjos, chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, outras mudanças podem ser autorizadas, de acordo com o desenvolvimento desse mercado. “Ajustes normativos são permanentemente feitos.”

  9. simone says:

    Simplificando

    Hoje em dia muitas imobiliárias e corretores tentam empurrar seus imóveis com o argumento que é um bom investimento.
    Ou seja para investidores e não para tomadores finais que devem estar afastando-se cada vez mais do mercado.

  10. simone says:

    Essa vc vai gostar

    http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/04/aposentado-compra-carro-com-34-mil-moedas-de-r1-na-bahia.html

    Um aposentado da cidade de Bom Jesus da Serra, no sudoeste da Bahia, juntou, durante sete anos, R$ 34 mil em moedas de R$ 1.

    José Cardoso é mais conhecido como Seu Zio, tem 73 anos, e mora em uma fazenda depois da cidade de Bom Jesus da Serra, que fica a 444 km de Salvador. O lugar tem pouco mais de dez mil habitantes. O sonho de Seu Zio era comprar um carro para comemorar as bodas de ouro com a esposa, Dona Maria.

    “Peguei o dinheiro no cofre, levei na concessionária e surpreendi todo mundo lá. Perguntaram: onde está o dinheiro? Eu disse: tá aqui. Abri a porta do carro e disse: só é transportar as moedas”, lembra o aposentado.

    A esposa de Seu Zio, Dona Maria Pimentel dos Santos, disse que foi acompanhando de perto e conta como colaborou. “Ele disse que eu ajudei. Vou confessar como ajudei. Eu ajudei a não gastar o dinheiro”, brinca.

    E foi uma surpresa quando o aposentado chegou à concessionária de carros em Jequié, cidade próxima a Bom Jesus da Serra. “Foi uma surpresa para todo mundo. Ele fechou o negócio conosco na terça-feira e disse que ia trazer o dinheiro no sábado. Mas ninguém ia imaginar que ele ia trazer 34 mil moedas de R$ 1”, conta Fábio Neiva, gerente da concessionária onde Seu Zio comprou o carro.

    Seu Zio realizou o sonho e comprou um carro zero, à vista. Ele registrou o momento com fotos e um vídeo. Segundo ele, o projeto era um segredo de família. “Eu levantava as moedas com comerciantes e feirantes e algumas pessoas que não são comerciantes também. Mas eles praticamente não sabiam, não tinham ideia do que ia acontecer”, diz o aposentado.

    Comerciantes da cidade que ajudaram Seu Zio trocando moedas por cédulas continuam a juntar moedas de R$ 1 e contam que já tem gente querendo seguir o exemplo do aposentado.

    Com o sonho realizado, agora, o casal troca as alianças compradas para a data das bodas de ouro.

    • tradingcafe says:

      Oi Simone, é isso, disciplina, obstinação e projeto. Eles conseguiram de forma brilhante e teria sido ainda melhor se eles tivessem visto o video, pois poderiam ter investido este dinheiro e tido um retorno ainda superior. obrigado, abs

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