Brasileiros fazem a festa comprando apartamentos em… Miami, Flórida…

Já faz alguns dias que não falo deste mercado de imóveis… E eis que hoje sai uma matéria no Bloomberg sobre brasileiros optando por comprar apartamentos em miami porque está mais barato que aqui… Na matéria, um único cara comprou logo 3 e “investiu” USD 1,8 millhão. Muito bom, o que nós podemos dizer? Que os preços daqui estão mais atraentes? A qualidade da obra é melhor por aqui? O dólar está caro? Ou tem uma bolha rondando e morrendo de vontade de estourar? A renda per capita aqui é menor, a distribuição de renda é pior, os pedreiros aqui recebem menos, muito menos do que os pedreiros de lá, o preço dos “ingredientes” da construção são mais caros lá ou o imposto é menor? Tantas questões com respostas óbvias mas, segundo a opinião de especialistas, preço de imóvel no Brasil nunca cai. É talvez, eu também já acreditei em duendes e que a economia do Brasil tem dinâmica própria e não respeita os conceitos clássicos de oferta e procura…

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6 Responses to Brasileiros fazem a festa comprando apartamentos em… Miami, Flórida…

  1. mauricio says:

    aqui em santa catarina, tem algumas cidades que já sofrem de escassez, e até racionamento de cimento! e olha que as obras pra copa nem começaram ainda! com saco custando R$ 24 a unidade (pelo que fiquei sabendo, no centro de distribuição de curitiba está em torno de R$ 8 o saco). empresas de concretagem (nessa região possui 2, 1 na cidade outra em cidade 45km longe) não conseguem dar conta! pra ter uma idéia a empresa daqui da cidade, coisa de 3 anos atrás possuía 5 caminhões de concreto, hoje deve ter mais de 20, e ainda assim continuam vindo caminhões de fora pra abastecer a sede das construtoras

  2. simone says:

    Brasileiros invadem Miami em busca de imóveis com alta do real (Revista Exame 21/Jun/2011)

    “Comprei um para usar como casa de férias e os outros dois como investimentos”, disse Azevedo, de 39 anos, presidente da Construtora Altana Ltda, uma incorporadora imobiliária, em entrevista por telefone de seu escritório em São Paulo. “Miami é na verdade muito barato em comparação com os preços aqui.”

    Está ai a prova de que nem mesmo os donos de incorporadoras acreditam no próprio negócio no Brasil.

  3. simone says:

    Bolha imobiliária ou um longo ciclo de alta?
    São Paulo – No primeiro quadrimestre deste ano, as vendas de residências novas na cidade de São Paulo caíram 43,7% em relação ao mesmo período de 2010. No mercado de usados, a queda foi de 15,7%. A divulgação de retrações tão representativas pegou o mercado imobiliário de surpresa. Muita gente pegou carona nesses dados para apregoar que os preços dos imóveis estão completamente descolados da renda dos brasileiros. Haveria razões para uma correção de preços parecida com a que ocorreu nos Estados Unidos (foto). Ao conversar com diversos especialistas, entretanto, EXAME.com percebeu que está longe de haver um consenso sobre a existência de uma bolha imobiliária no país. Tanto aqueles que defendem que os preços já foram longe demais quanto os que acham que este é apenas o início de um ciclo longo de alta são capazes de apresentar argumentos razoáveis para defender suas posições. Nas próximas páginas, EXAME.com apresenta seis sinais de que já existe uma bolha imobiliária no Brasil e que os preços em breve começarão a cair. Nesta quarta-feira (22/06), serão publicados os motivos para que os preços dos imóveis continuem em alta por mais alguns anos

    http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/6-sinais-de-que-pode-haver-uma-bolha-imobiliaria-no-brasil

  4. simone says:

    3 – O crédito imobiliário cresce tão rápido que pode faltar dinheiro
    Ninguém duvida que o crédito imobiliário foi um fator importante para a alta recente dos preços dos imóveis no Brasil. Mais de 1 milhão de residências foram financiadas no último ano. Segundo números da Abecip (a associação dos bancos que oferecem crédito imobiliário), os empréstimos para a compra de imóveis cresceram 65% em 2010. O momento da economia tem favorecido a concessão de financiamentos. Com o desemprego em baixa e o aumento da formalização no mercado de trabalho, mais gente tem confiança e acesso a empréstimos com juros relativamente baixos quando comparados aos de outras modalidades de crédito. Os bancos também estão mais agressivos na concessão de financiamentos. Há linhas de crédito com prazo de pagamento de 30 anos em que o tomador só precisa desembolsar à vista 10% do valor do imóvel. O problema do crédito imobiliário no Brasil é que há poucas fontes de financiamentos para que os bancos levantem dinheiro para continuar emprestando. Hoje o “funding” dos bancos é basicamente formado por recursos da caderneta de poupança e do FGTS – mas, até 2013, esses recursos deverão se esgotar. O país já vem testando instrumentos de financiamento imobiliário de longo prazo no mercado de capitais, mas nenhuma solução já é considerada madura. Instituições financeiras como a Caixa Econômica Federal (foto) precisam, portanto, encontrar outras formas de captação de dinheiro barato ou então o crédito deixará de dar fôlego à alta dos preços.

  5. simone says:

    4 – Comprar imóveis residenciais para alugar virou mau negócio
    Para o professor William Eid Jr., coordenador do Centro de Estudos em Finanças da EAESP-FGV, o principal sinal de que há uma bolha de preços no mercado imobiliário brasileiro reside no fato de que o valor dos aluguéis é hoje proporcionalmente muito baixo quando comparado ao preço de venda das propriedades. Em média, um apartamento ou casa em São Paulo pode ser alugado por uma taxa mensal equivalente a 0,57% de seu valor, segundo o índice FipeZAP. No Rio de Janeiro, o retorno do aluguel é ainda mais baixo. O locatário paga em média 0,43% do valor do imóvel ao mês. No passado, o mercado já chegou a pagar 1% do preço do imóvel a título de aluguel mensal. Para William Eid, valores abaixo de 0,6% praticamente inviabilizam esse tipo de investimento. É fato que os valores dos aluguéis têm subido para refletir melhor os preços de compra e venda de imóveis. Segundo o Secovi-SP, os novos contratos de locação fechados em maio incluem valores em média 16,74% mais altos que no mesmo mês de 2010 (clique aqui e veja a pesquisa). Segundo o professor, entretanto, o ajuste do mercado imobiliário deverá ocorrer a partir de agora com a queda do preço dos imóveis – e não com a alta dos valores de locação. “Como os brasileiros não têm renda para pagar aluguéis muito mais altos, uma hora o preço dos imóveis terá de cair”, diz.

  6. simone says:

    6 – Os preços sobem apesar dos juros em alta
    Juros em alta são sempre uma política adequada para desmontar bolhas – seja no mercado imobiliário ou acionário. A lógica é a seguinte: se é possível conseguir uma remuneração bem interessante com investimentos de renda fixa em que o risco é próximo de zero, por que alguém vai se aventurar a especular com ações ou imóveis? Ao menos na bolsa, a decisão do Banco Central (foto) de elevar os juros de 8,75% para 12,25% ao ano nos últimos meses tem tido efeito. Inclusive as ações das maiores incorporadoras do país estão entre as que mais sofreram na BM&FBovespa nos últimos meses. Estranhamente, o mercado imobiliário andou na contramão e não se importou muito com o aperto monetário. A Selic tende a continuar alta nos próximos meses, o que deve aumentar ainda mais a atratividade da renda fixa. Diz o professor William Eid, da FGV: “Se alguém tem 1 milhão de reais e coloca o dinheiro na poupança, vai obter um rendimento líquido e certo de 6.000 reais por mês. Em lugares como São Paulo, esse dinheiro é suficiente para comprar um imóvel que pode ser alugado por 3.000 ou 4.000 reais. Então por que correr risco e compra-lo ao invés de aproveitar os valores baixos para locação?” Na opinião dele, os preços dos imóveis naturalmente cairão à medida que as pessoas percebam essa distorção

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