Mito do RH: falta mão de obra especializada no Brasil, abre portas para estrangeiros… Bolha

As pessoas de RH (recursos humanos) estão vivendo sua própria bolha. Eles repetem incessantemente o mesmo mantra: falta mão de obra especializada no Brasil. Piada e mentira. O fato pode ser resumido em quatro pontos: 1) incompetência de uma área que funcionava melhor quando tinha menos importância no mundo e era denominada “Departamento Pessoal”. 2) Criaram esta bolha de propósito, ao colocarem descritivos de funções com requerimentos absurdos para “o profissional ideal”, coisas que ninguém vai usar nunca e reclamam que falta “GENTE” com as características específicas para as funções; 3) Estes centros de custos das empresas atrapalham o dia-a-dia e focam somente em candidatos jovens, da suposta faixa do mito de marketing que é a tal da geração Y (pior que tá chegando no Z rapidamente… depois eles vão seguir o padrão excel, com geração AA, BB, CC, XX…), quando existem excelentes profissionais disponíveis, com experiência, línguas, super formação e vivência na faixa fora dos padrões de idade aceitos pelo mercado, a GENTE do fator 40, descartados do sistema… e 4) Todo este engôdo visa a abertura do mercado de trabalho brasileiro para profissionais estrangeiros que já estão sendo importados para ocuparem estas vagas. Uma grande sistemática interação na mente das pessoas aqui no Brasil para que acreditemos que de fato faltam pessoas para ocuparem os cargos e dar a abertura para solucionarmos o problema de desemprego nos países do primeiro mundo.

Prestem atenção. Vamos ser invadidos por estrangeiros no mercado de trabalho. Além do quê, os salários no Brasil, junto com a valorização do Real, torna o Brasil um foco de busca e atratividade para profissionais estrangeiros.

Mais uma bolha para refletirmos!

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10 Responses to Mito do RH: falta mão de obra especializada no Brasil, abre portas para estrangeiros… Bolha

  1. Marcos says:

    Oi, Ricardo.

    O lado positivo seria que a inflação seria menos pressionada. Certo?

    Abraços,
    Marcos

    • tradingcafe says:

      Oi Marcos, na verdade, se existe de fato uma falta de mão de obra especializada, haverá pressão de alta nos salários e causará pressão na inflação. O ponto chave é a questão do salário fixo baixo e o mito do salário variável… O truque do bônus… Que se me lembro bem, as pessoas sempre se desapontam quando o valor do bônus é anunciado… A única vez que o funcionário fica feliz é quando recebe um bônus pela primeira vez…. abs

  2. Ótima visão Ricardo eu sempre acho que vivemos numa hipocrisia das empresas e de pessoas vivem falando que buscam profissionais com perfil empreendedor, mas se a pessoa já foi um empresario parece que é um ET ou passou um branco na carreira, a altas exigências de fluência em idiomas, cursos, etc… para chegar na empresa e fazer “cópias” ou algo simples eu acredito muito mais em pessoas que sejam responsáveis e que queiram trabalhar e não tem experiência mas tem atitude do que tem tudo, ou seja, lindo currículo e atitude fraca….. por ai vai.

    • tradingcafe says:

      Oi Max, bom dia e benvindo. Para mim, existe claramente um buraco de comunicação na era da comunicação… Eu tenho contato com centenas de pessoas e a reclamação é sempre a mesma: a área de RH das empresas só dificultam a vida de todos. Começa no processo seletivo, híper longos, dinâmicas de grupos enfadonhas, testes para admitir cientistas da NASA, exigências de currículum absurdas, espírito de empreendedor, iniciativa e etc. Quando finalmente são admitidos, não usam um décimo do foi requerido, e se tentam atuar com espírito empreendedor são reprimidos e colocados no rol dos rebeldes… Do outro lado, vejo excelentes pessoas, com índole, perfil, inteligência, currículum profissional e acadêmico, desempregadas, ou desesperadamente infelizes tentando mudar de emprego. Pessoas com mais de 35 anos de idade, então, já se sentem “geração X” e incorporam o conceito imposto e se sentem fora do jogo… Eu vejo uma clara e orquestrada estratégia de alguns que é incorporada pelo todo de dizer “que não temos profissionais capacitados para ocuparem as vagas…” Mentira. Eu dou aula para universidades no Brasil, nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Bélgica. Recebo constantemente pedidos de estrangeiros querendo meu auxílio para “montar headhunters” para colocação de estrangeiros no Brasil e ao mesmo tempo, recebo CV’s de brasileiros excelentes que estão sem emprego. Tem algo que não está certo… abs

  3. Rony Melo says:

    Também sempre achei um mito. Mas não tinha argumentos para provar que era um Mito, a não ser pelo fato de ser eng. químico e não ver essas demanda toda.

  4. Valter R. Braghin says:

    Com certeza Ricardo, o pessoal de RH se esconde atrás de suas próprias “incompetências” para contratar e a justificativa de saída nunca é a real, sempre a resposta é a de aumento salarial.

    Grnade abraço,

  5. Zão says:

    Já trabalhei no ramo de montagem industrial, e uma coisa curiosa é que os empreiteiros de fora valorizam os profissionais brasileiros, enquanto o nosso próprio mercado não! O brasileiro da área técnica é visto como um sujeito criativo, que sabe “pensar fora da caixa” e contornar as dificuldades sem comprometer o negócio. Sabe assumir riscos calculados, e não fica apenas fixado nas normas e manuais. Onde um engenheiro japonês ou alemão pararia tudo porque aconteceu algo que “não está no manual”, o brasileiro contorna o problema, consegue uma solução criativa e não deixa a peteca cair. E isso vai desde as soluções técnicas até as negociações trabalhistas. Eu mesmo já vi uma planta petroquímica parada há 12 horas por causa de um problema (e cada MINUTO de uma coisa dessas parada representa alguns milhares de dólares de prejuízo), esperando um técnico vir da Inglaterra para ajustar não lembro o que. Chegou um engenheiro brasileiro, sugeriu uns ajustes, e a planta voltou a funcionar, sendo que o inglês só veio com uma peça de reposição e colocou a planta como estava antes.

    Talvez todos nós, brasileiros, tenhamos aprendido um pouco desse jogo de cintura, por viver em um país onde o poder público, a Justiça e os meios oficias de solução de problemas simplesmente não funcionam, mas é incrível que isso não seja valorizado no nosso próprio mercado interno, enquanto os estrangeiros vêem isso como uma vantagem.

    • tradingcafe says:

      Oi Zão, concordo integralmente com você. Eu trabalhei em bancos no exterior, por muito anos e vi a mesma situação lá na terra deles. Lembro claramente quando o Euro foi implementado. Nas reuniões de caixa para definição de posições da tesouraria do banco, a dúvida era o que aconteceria com o câmbio, juros e inflação. Entre mais de 20 diretores e membros do conselho, só eu de brasileiro. Eles queriam alongar o prazo das posições (acreditando que a inflação iria cair e aplicar o caixa em juros de longo prazo…). Quando todos terminaram de expor seus argumentos, eu comecei a contar a eles sobre os efeitos da mudança de moedas, que o ser humano arredonda tudo para cima todos os preços. Uma pizza que custasse na conversão de 9,10 em euros, o preço saltaria para 10 euros, que seria inflacionário e que deveríamos alocar a carteira de investimentos no curto prazo, reduzir bolsa de valores e esperar porque a inflação ía subir (exatamente com nós brasileiros já havíamos visto por 7 vezes, desde que eu nasci…). Os Europeus estavam avaliando métricas e manuais e eu, a experiência de ser brasileiro. Resultado, alocamos o caixa no curto prazo e o banco ganhou uma fortuna porque a inflação subiu muito… e eu estava certo, porque vivi isso no Brasil e eles aceitaram o meu argumento “intuitivo”… Entre outras tantas situações, eu me lembrei desta que eu mesmo vivi. Lá fora, somos híper respeitados, aqui, na nossa terra, só dão valor ao que vem de fora… Inflelizmente. abs Zão,obrigado amigo

  6. Zão says:

    O Dinheirama publicou um artigo que imediatamente me fez lembrar desse post.

    http://dinheirama.com/blog/2011/09/02/os-modismos-corporativos-nao-reconhecem-limites/

    Acho que o pessoal do RH tem que ficar inventando alguma palhaçada de vez em quando, como que para justificar sua existência ou para mascarar que eles não fazem idéia do que estão fazendo.

    Lendo sobre essas coisas, me sinto dentro de uma tirinha do Dilbert…

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