Entortar até quebrar, fingindo que assopra no caminho

O mercado vem demonstrando algo jamais visto antes. Um empurra-empurra entre os grandes, com derivações para osrecém chegados aos blocos de discussão. Na década de 80, éramos nós, os países-subdesenvolvidos… Falavam o que queriam, ofereciam dinheiro, nós pegávamos os empréstimos e não cuidávamos dos números da economia e nem do uso do capital, quebramos várias vezes. A fortaleza dos paíse ricos, aqueles do G-7, os membros do clube de Paris, inabaláveis, literalmente deitavam e rolavam. A década de 90 chegou, assinamos o plano Brady, re-empacotamos nossas dívidas, fomos promovidos a países “emergentes” mas a história foi a mesma,tomamos dinheiro emprestado, pagamos várias vezes, mas fizemos a lição de casa, contra tudo e contra todos, as agências de classificação de risco sapateavam em nossa sala de estar, juntamente com o FMI… A briga era fácil, falavam o que queriam de nós, dos argentinos, dos russos, dos chineses, dos indianos e jamais brigavam entre eles, lá em cima, era cházinho e elegância… Chegou a década de… que década é essa mesmo? A primeira década dos anos 2000, e tudo veio à tona. Tudo que nos disseram para fazer, nós fizemos, arrumamos as nossas contas, consertamos muitos erros (não todos, evidentemente, senão perde a graça) e eles incorreram nos nossos erros do passado, acreditando que uma vez rico e famoso, serão ricos e famosos para sempre. Sim, é possível ser rico e famoso para sempre, deixando o orgulho e a arrogância de lado, cuidando do caixa, das receitas, das exportações, dos lucros, dos empregos, dos déficits todos, da impressão de moeda, etc… E chegamos até o dia de hoje, eles estão brigando entre sí. Acusações de um lado para o outro do Atlântico norte e falatórios mil, sem dinheiro e sem alternativas até vivermos para ver o dia de hoje, quando, os países do BRIC ofereceram ajuda, ofereceram dinheiro para os caras solucionarem os problemas deles. Is not that just beautiful? A fila anda e o mundo gira, e nós estamos aqui, firmes e fortes comonunca antes, para podermos observar este momento inesquecível. vamos continuar firmes e fortes, fazendo nosso dever de casa. Continuem líquidos, porque nem de longe esta crise está prestes a terminar…

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4 Responses to Entortar até quebrar, fingindo que assopra no caminho

  1. Olá Ricardo

    Com tanto risco no ar eu encontrei no iG a noticia de que a Grécia está prestes a dar o calote. A noticia é do Ricardo Gallo, segue o link http://colunistas.ig.com.br/ricardogallo/2011/09/12/grecia-esta-proxima-do-calote/
    Vendo este gráfico fiquei com a pergunta… não seria a hora de comprar titulos da divida Grega (apesar do risco) ? Ou ainda vai cair mais ainda, visto que eles não tem tomado medidas efetivas para corrigir seus problemas no longo prazo?

    Estes títulos vencem em 2037… até lá será que a situação já não melhorou🙂

    Abraços

    • tradingcafe says:

      Bom dia, Rodrigo, utilizando a teoria da continuidade, se acreditarmos que os paradigmas que regem os princípios do mercado vão permanecer como foram até hoje, sim, seria hora de comprar os títulos gregos. Fazer alguns cálculos para atingir o número exato do desconto nos preços e que serão usados como perdão parcial da dívida, comprar o título com desconto e aguardar… Porém, acredito que teremos mudanças mais profundas desta vez. Os paradigmas mudaram e estão em ebulição… Matematicamente, na história dos calotes, estamos perto do preço bom para compra, mas eu ainda esperaria atingir abaixo de 20 (de preço), porque ficaria mais a salvo. O problema central é o fundamento da recuperação da Grécia, a criação de caixa, de riqueza. O país está sem recursos e sem viabilização de criação de recursos. Depende da Europa e dos efeitos que isso causará na União Européia. Eu conheço o Ricardo Gallo há muito tempo, ele é muito capaz mas choveu no molhado… Vai cair mais ainda… Até 2037… a stuação já vai ter melhorado! Um abraço, meu amigo!

  2. Diogo says:

    O mundo se prepara para um novo cenário sócio-econômico. A hegemonia será desfeita. O poder será descentralizado entre diversos países. Não se terá mais aquele determinado país como eixo norteador para o mundo. O conceito chave para chegar a este novo cenário é o que foi exposto no texto: fazer o dever de casa e promover uma faxina na economia interna do país.

    • tradingcafe says:

      Bom dia Diogo, concordo. Tudo está mudando e isso é um fato. Porém, não é normal termos vários chefes em uma mesma tribo e acredito que iremos ter muitas mudanças até alguém conquistar o podium novamente… No Brasil, enfim, estamos começando um movimento, o povo está se mexendo, começando a perceber que uma faxina é necessária. Altos impostos que sufocam nossas vidas, altas taxas de juros, alta corrupção, trabalhamos para o governo quando deveria ser o contrário. Teremos mudanças por aqui, por que já não aguentamos mais. abs

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