Existe uma bolha imobiliária no Brasil? Sim. Trading Cafe TV.

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29 Responses to Existe uma bolha imobiliária no Brasil? Sim. Trading Cafe TV.

  1. Pedro says:

    Excelentes comentários e parabéns pela volta dos vídeos.
    Obrigado por atender ao pedido do tema.
    Abçs,
    Pedro

  2. Me says:

    Muito obrigado. Faz muita falta discussões, opiniões, comentários sobre esse assunto sem a apaixonite que você menciona. Já encontrei uma coisa ou outra no youtube, mas são bem poucos. Obrigado por somar!

  3. Me says:

    Quando você fala em “bolha em todas as coisas” imaginei se isso não seria um assunto extenso pra outro video, ou artigo. “todas as coisas” é bastante coisa, né? Talvez tenham um denominador comum, seja cultural, ou crédito, ambos?

    • tradingcafe says:

      Oi Me, sim, não são só os imóveis que tiveram uma alta expressiva de preços, existe uma espécie de síndrome especulativa aqui no Brasil… Ontem nós fomos filmar no mercado municipal, que fica pero da 25 de março. Ficamos duas horas lá, paguei R$ 40,00 de estacionamento, descoberto, tomei chuva… R$ 40,00 dá uns 16 euros… Na Place Vendome, na frente do Louvre em Paris, eu teria pago 4 euros pelo mesmo período… tem bolha por toda parte… abs, vou falar mais sobre isso, obrigado pelo comentário Me

  4. TR says:

    Estava lendo o Estado de ontem e encontrei uma propaganda curiosa: “Gafisa novo pelo preço de anos atrás”. Entre as ‘ofertas’, imóveis com preços de 2009. Anúncio público com isso é raro (especialmente porque expõe os comprados ao sentimento de revolta de quem pagou mais pelo mesmo).

    Mas, na minha opinião é preciso relativizar um pouco a ideia de bolha imobiliária. Por exemplo, um lançamento recente em Ipanema estava sendo vendido a 50 mil reais o metro quadrado. O responsável pelo lançamento foi questionado sobre uma possível bolha, ao que ele respondeu com o clássico “duvido-disso-já-que-está-vendendo-mais-que-rivotril”. Agora, não sei se é possível imaginar esse mesmo salto de preço em todo o país.

    Moro em Brasília. Numa comparação grosseira, diria que ela vai ser a Flórida brasileira. Se há uma bolha, aqui eu acho que ela pode estourar mesmo. Colegas meus compraram apartamentos nas asas do plano piloto. A surpresa é que o preço aumenta a uma razão de 100 mil reais a cada trimestre. Fico na dúvida com as peculiaridades dessa cidade. Ao contrário do que você falou no vídeo, Brasília tem espaço delimitado (uma exceção). E mais, a economia da cidade é basicamente movida pelo dinheiro público. Servidores não têm queda na renda. Pelo menos, não facilmente.

    Do outro lado, 30 segundos de conversa com um corretor de imóveis podem te deixar louco. Eles acreditam cegamente na subida eterna dos preços, a dica básica é “compre hoje, não amanhã”. Quase todas as pessoas que conheço têm um imóvel para investimento. Brasília é A cidade da especulação. Meus amigos se dividem em dois grupos: os que me olham com pesar porque não entro logo nesse mercado e os que apostam no estouro. Para os segundos, no dia em os imóveis saírem do papel e for preciso arranjar um comprador (que não exisitirá) ou um financiamento (caro) a coisa se acaba… Vez ou outra ouço rumores de pessoas que pagaram 15 mil pelo metro quadrado e hoje não conseguem comprador que pague 5 mil. Vale dizer que esse imóvel é vendido no Noroeste (uma região que começa a ser construída aqui em Brasília).

    Comprar ou não um imóvel não é uma opção. Simplesmente não tenho o dinheiro necessário para isso. Vou ficar no camarote vendo essa briga. Você conhece esse mercado? O que tem a dizer?

    Gostei muito do vídeo, foi direto aos pontos centrais dessa discussão. Concordo com você sobre a fragilidade do índice imobiliário lançado para acompanhar os números. Mas, apesar disso, acho que mais importante do que o preço é a quantidade de imóveis ofertados. Se disparar, o mercado parou.

    Abraços,
    parabéns pelo post
    TR

    • tradingcafe says:

      Oi TR, é verdade, Brasília tem várias peculiaridades específicas. Há uma limitação de espaço e os imóveis do plano piloto tem uma vantagem comparativa em relação aos outros. Com a outra peculiaridade de ser “movida” com dinheiro público torna a previsibilidade mais complexa e se arriscando um palpite a alta em Brasília será mais extensa do que no resto do Brasil. Esta avaliação também vale, de certa forma, para o Rio de Janeiro, que também tem limitação de terreno. Brasília, fora do plano piloto, com o aumento da linha do metrô vai ter bastante espaço para crescer e os preços vão se equiparar nestas áreas fora do plano e que serão atendidas pelas linhas novas. abs, obrigado pelo comentário.

    • Pedro says:

      TR, achei muito interessante seu comentário e acredito que você trouxe informações importantes. Só acho que há um equívoco quando você fala que Brasília tem limitação de espaço para crescimento. Você está se referindo a Brasília ou ao plano piloto. Digo isto porque Brasília ainda tem muito para onde crescer, vide o caso dos novos condomínios Alphaville e Aquaville, sendo que o primeiro fica 99% no Estado de Goiás.
      Olhe no google maps e verá que Brasília tem vários espaços para onde crescer e, ainda, pode aproveitar os espaços do entorno. Compare a mancha urbana de Brasília com Nova York no google maps e verá a diferença.
      Um grande abraço,
      Pedro

      • TR says:

        Compreendo, você tem toda razão. Eu deveria ter sido mais específico: o limite do Plano Piloto é claro. As oportunidades de morar fora do plano são mesmo mais variadas. Mas ainda não há nenhuma delas com tanto acesso quanto o plano. O sonho de duplicar uma rodovia e construir uma nova ponte até pode fazer de Alphaville uma realidade. Mas, por enquanto, ainda acho um sonho distante. Literalmente distante.
        Concorda?
        Abraços,
        TR

  5. simone says:

    adorei o vídeo , pena que vc não foi no crepe de paris

    bjs

  6. Bruno Menesis says:

    Olá,
    parabéns pela volta. Muito boa.

    Sobre a Bolha, você acredita em um “estouro” ou que ela irar “murchar”? Qual a sua visão para esse desfecho?

    Abraço

  7. Leonardo RJ says:

    parabens!

    mto bom o video e o blog

  8. Muito bom os vídeos. Conheci o site na semana passada através do youtube e estão me ajudando muito nas minhas finanças.
    Estou a procura de uma casa, não exatamente para investir mas acredito que precisarei dela para daqui a uns 2 a 3 anos quando retornarei a minha cidade, – Montes Claros-MG (360 mil habitantes, porte médio) norte de Minas. O preço até que não está tão caro, comparado com as capitais brasileiras mas a cidade já está inflando e o valor de algumas casas subiram mais de 30% de uns meses para cá, ainda que estejam sendo construído vários empreendimentos. Com relação ao interior do Brasil (a exemplo de minha cidade) existe uma “bolha” relativa, também? Uma casa em um terreno de 150m2 (62m2 de construção) no valor de 110.000,00 em minha cidade, é um valor razoável ou poderia esperar baixar o preço? Tentar comprar agora ou esperar mais uns 2 anos (até mesmo para juntar uma entrada maior)?

    Abraço e muito obrigado.

    • tradingcafe says:

      Oi Junior, a tendência para as cidades do interior do Brasil é de ocorrer o mesmo processo de preços com uma defasagem temporal. Em geral, quando as capitais puxam os preços, muito pessoas começam a olhar para as cidades vizinhas e ocorre um fenômeno similar ao de jogar uma pedra na água, as ondas vão se expandindo a partir do centro. Depende de quão perto tua cidade fica da capital, ela pode ser uma cidade dormitório, e os preços subiriam mais rápido porque haveria uma migração da capital para o interior próximo. Se tua cidade tem vida própria (econômica) ela terá também um efeito similar, como pólo econômico da região, amplificado ou não dependendo da geração de empregos que ela proporciona. Se você espera habitar na casa daqui há uns dois ou tres anos você pode comprar um terreno agora, e investir um valor mensalmente, como se estivesse pagando uma prestção da casa própria em títulos do tesouro nacional, indexado a inflação. Se você não tem um investimento inicial, faça a sua popuança mensalmente para melhora teu poder de compra futura. Lembre que os eventos nas cidades menores tem uma ocorrência temporal mais lenta. Outra coisa importante, lembrar que o mercado é movido pela oferta e procura. Tua cidade tem muita procura por imóveis? Tem gente vindo de fora para morara lá? Tem novas indústria sendo instaladas lá? Tem uma população grande que o número de jovens se casando pode afetar a oferta/procura por imóveis? Temos que olhar com mais detalhes para podermos formar uma opinião mais precisa. Abs, obrigado

  9. Brenno says:

    Olá,
    Não sei se você chegou a observar um outro fenômeno que força desde o primeiro instante os preços de imóveis para cima. Não sei também quão relevante este fenômeno é na conjuntura da bolha.
    Comecei a perceber que, sempre, em qualquer lançamento de imóvel, parece que o empreendimento já começa com grande parcela dos imóveis vendida, dando a impressão do pânico para comprar (não só dando a impressão, mas fomentando de fato este pânico).
    Mas um detalhe que antes passava despercebido, e que reparei mais recentemente, é que estes primeiros compradores são, na verdade, vários CORRETORES do PRÓPRIO EMPREENDIMENTO, que compram uma ou duas unidades para revendê-las assim que todas as demais unidades (agora em quantidade reduzida) tiverem sido vendidas.
    E aí, já começa a formar um novo patamar de preço para quelquer outra pessoa que queira vender também.

    Um abraço, e parabéns pela análise, muito lógica!

  10. Vitor says:

    Olá.
    Bom, primeiro queria falar que sou leigo em economia, mas mesmo assim vou tentar deixar minhas observações sobre o assunto.
    Com relação às várias bolhas e sobre a alta nos preços que você menciona no vídeo.
    Será que um dos motivos para esse aumento de preços não seria um excesso de mão de obra?

    Fui para Boston em julho do ano passado [minha primeira viagem internacional], e fiquei impressionado em como os bares e restaurantes fechavam cedo, mesmo no final de semana, esperava mais para uma capital de estado.
    Na minha cidade, interior de São Paulo com 100mil hab., se eu quiser comer um lanche às 4 da manhã tenho várias opções. Tudo muito caro e com vários garçons a minha disposição.
    Outro exemplo, é o preço do café, em um desses cafés que ficam aberto a madrugada inteira, que é um preço absurdo. Na minha opinião manter 3 funcionários a noite toda deve sair muito caro. Acredito que o salário do garçom subiu mais que o grão do café [chute]. E se ele só abrisse só no horário comercial? Não ficaria mais barato? Não daria para baratear o café?

    Em uma cantina perto de onde trabalho, eu compro um refrigerante, pego uma notinha, dou dois passos para a esquerda, entrego a notinha à funcionária que me entrega um refrigerante. Na minha opinião, um desperdício de mão de obra. E se eu pegasse o refrigerante, passasse no caixa para pagar e pronto, como é em um mercadinho. Não ficaria mais barato? Como as opções são poucas, tenho que comprar lá mesmo.
    Também não tenho certeza mas pelo que sei em países desenvolvidos não existem frentistas, cada um abastece o seu próprio carro. Entre um posto com gasolina mais barata e sem frentista, e um com gasolina mais cara e com frentista qual vocês escolheriam? A mesma coisa com lava-rápidos, é mais barato uma máquina lavar do que um funcionário. Não é que o brasileiro gosta de ser bem servido, é que antes podíamos pagar por essa mordomia [já que os funcionários que nos serviam ganhavam uma merreca], mas agora eles estão ganhando mais [o que é muito bom, lógico. O salário mínimo subiu consideravelmente e as pessoas possuem mais opção de emprego], e não conseguímos mais pagar.

    Levei um alemão a um rodízio, em sua primeira visita ao Brasil. O cara falou que aquele monte de garçom oferecendo carne para ele era coisa de maluco, nem dava tempo de comer.

    Sei lá, mas é a impressão que eu tenho.

    Muito bom o blog, conheço faz pouco tempo, mas sempre dou uma olhada.

    Abraço.

  11. Denis Herbelha says:

    Ricardo,
    Parabéns pelos vídeos!
    Direto, abrangente e claro.
    Parabéns!
    Abs

  12. Luiz says:

    olá Trade, parabens pelo video, vc tem uma capacidade de expressão verbal fantastica, parece um professor.

    No geral concordo, tive as mesmas experiencias que vc no exterior, mas vamos ao que eu não concordo:

    1- o mercado é oferta x demanda – meu caro, não é. Qaulquer MBA de uniesquina ensina tecnicas de negociação baseado em assimetria de informações, teoria dos jogos, tecnicas diversas, qualquer porteiro de boate sabe disto.

    2- a discussão é apaixonada como de futebol – percebo aí que emoção é como se fosse algo ruim que não faz parte do jogo, mas contradiz com o que vc mesmo afirma da componente psicologica da bolha. Vai lá no bolhaimobiliaria.com estamos bombando de razão e emoção (não sou o dono do site)

    ABRAÇOS

  13. Luiz says:

    eu de novo
    esqueci do detalhe mais importante
    parabens por escolhe ro mercadão, vou lá esse fds (de metrô, lol)

  14. Excelente vídeo. Realmente o preço dos imóveis subiu muito e há uma grande posibilidade de haver uma correção a qualquer momento.
    Queria te perguntar uma coisa, já que não tenho muito conhecimento, nem tempo de mercado, nem conhecimento de outros mercado.
    Tenho um colega que possui diversos apartamentos, mas isso há muito tempo, não de agora. Ele já possui estes apartamentos há uns 10 anos e só os utiliza para alugar para outras pessoas, e com isso ele tira sua renda. Em uma conversa rápida com ele, ele me disse que para cair o preço dos imóveis é preciso que haja uma recessão no país. Ele não me parece uma pessoa que sabe muito de economia, mas pelo menos em comparação com o que houve em 2008 nos EUA, ele está certo. Será que é preciso mesmo uma recessão para ter uma grande queda nos preços dos imóveis? Você conhece algum exemplo de lugar onde os imóveis caíram de preço e o país não entrou em recessão?

    Parabéns pelo blog e por dividir seu conhecimento conosco.

    Abraços

    • tradingcafe says:

      Oi, bom dia, em efeito, uma situação é correlata com a outra. O fato gerador no fundo é a expectativa das pessoas em relação ao futuro próximo da economia. Uma recessão retira liquidez dos mercados e assim causa uma retração de preços. Porém, a recessão pode ser causada por vários fatores. No caso dos imóveis no Brasil, os preços andaram muito rápido, comparativamente aos movimnetos de preços históricos. Aqui no Brasil, pode não ocorrer uma recessão, mas os preços podem se ajustar (caindo em tremos reais) com uma desvalorização acentuada do Real, com uma redução nominal nos preços ou com um evento catalizador que pode ser uma recessão ou uma quebra de empresa. Obrigado, abs

  15. Junior Soares says:

    Valeu pela resposta Tradingcafe.
    Compreendi, acredito que seja isto mesmo. Seja para o aumento ou para a queda de preço, ocorre um pouco mais lento quanto aos grandes polos do país.
    Não tenho certeza se vou comprar um lote (tem que ser num lugar que vale a pena morar) ou uma casa já pronta mas tenho certeza que vai valer a pena investir em uma Renda fixa com meu salário de servidor publico federal.
    Minha cidade é como uma capital do norte de Minas, está em um bom momento econômico (http://jornalmontesclaros.com/revista-veja-coloca-montes-claros-no-rol-das-melhores-cidades-do-pais/), algumas indústrias novas, polo universitário, tendência de crescimento populacional nos próximos anos… Atualmente, fica difícil encontrar mão de obra (pedreiros) mas creio que em 2012 ou 2013 o mercado dá uma esfriada, aí valerá a pena construir.

    Abraço.

  16. Rodrigo Dias says:

    No Rio de Janeiro a bolha não está restrita ao mercado imobiliário…tem botequim, sem banheiro, vendendo Coca-Cola pequena a R$ 3….e tem gente pagando.

    Cigarro a varejo em banca de jornal, por aqui, tá custando R $ 1.

    Muita gente aqui ta vivendo do sonho das Olimpíadas….o problema é que esse sonho tem tudo pra virar pesadelo…e em breve.

    Mas, acho que a bolha automobilística estoura antes… Não é difícil encontrar quem tenha empenhado mais de 30% de sua renda mensal pra bancar o luxo de andar numa SUV importada.

    Abs

  17. Rodrigo Dias says:

    Me lembro de que antes da crise do sub prime nos EUA e, consequentemente, antes da queda das bolsas, era normal ouvir pseudo-especialistas em mercado de ações em bares, ônibus e esquinas.

    Parecia que todo mundo entendia de ações e todo mundo investia em ações com sucesso.

    Certa vez, em um tradicional chopp de fim de expediente, ouvi mais termos técnicos do mercado de ações do que se estivesse assistindo a programação da Bloomberg. Era todo mundo contando uma experiência de sucesso com ações. Day trade, IPO e até Operar Alavancado eram expressões comuns.

    As notícias que tenho é de que esses “especialistas” em ações, depois de perderem alguns trocados na Bovespa, partiram pra um porto seguro chamado “Mercado Imobiliário”….talvez incentivados pelas belas reportagens do Jornal Nacional ou, quem sabe, pelas novelas das 8.

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