Mais IOF para segurar o câmbio… mais do mesmo, remédio errado para a doença errada!

O piano de uma única tecla do governo volta a martelar nossos ouvidos e bolsos. O ministro deve ter alguma obsessão com o IOF, não é possível. O fluxo de capitais respeita regras econômicas, de risco e retorno. De custo de captação… se aqui tá mais caro, pegamos dinheiro lá fora. Ficar nesse vai-e-vém de aumentar IOF quando a maré está boa para nós e voltar atrás quando a maré está ruim serve somente para arrecadar fundos e acaba por denigrir nossa imagem no exterior. O desequilíbrio está nas altas taxas de juros no Brasil, mantidos assim por erros estruturais do século XIX, com um isntrumento financeiro de captação/invetimento chamado caderneta de poupança, que paga juros fixos + TR, independentemente da conjuntura econômica, não respeita fatores macro-econômicos e distorce tudo. A poupança foi criada por D. Pedro II, com a finalidade de criação de poupança interna e socialização dos investimentos, não cobrando imposto de renda, pagando juros fixos de 6% mais a inflação, que alguns anos atrás trocaram a inflação pela TR (sabe Deus de onde vem a TR…). Enfim, mais IOF para segurar a alta do dólar e proteger a indústria nacional… que não agradece, porque também capta recursos no exterior porque é muito mais barato que aqui.

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5 Responses to Mais IOF para segurar o câmbio… mais do mesmo, remédio errado para a doença errada!

  1. Rafael says:

    Ricardo,
    Sou Procurador e tenho interesse em fazer algum curso na área de mercado de capitais, mas mais tocante na área jurídica, regulamentação, algo do gênero. Você tem alguma sugestão? Até agora eu só vi LLM do IBMEC, INSPER e salvo engano FGV. Você conhece algum deles ou sugere algum outro?
    Abraços!

  2. RD85 says:

    Ricardo, desculpe a insistência, mas meu comentário ficou sem resposta e estou interessado em sua opinião sobre imóveis e caso Grécia.
    Grécia:
    Quais as perspectivas para um país que tem 50% do PIB atrelado ao gasto com funcionalismo público (G) ser “forçado” pelo BCE/fundo de estabilização a cortar 30% dos empregos públicos? Essa galera vai viver / consumir o quê? A profunda recessão não será corrigida via exportações, porque eles não têm competitividade pra isso… Enfim, por mais traumático que pareça não seria mais razoável sair logo do Euro, cortar o mal pela raiz e usar uma máxi pra desvalorizar artificialmente o Dracma atraindo turistas e garantindo exportações pra reforçar o PIB?

    Imóveis:
    Tenho a impressão que nossa políticade crédito, “compre tudo o que puder que nós vamos te ajudar, vai ter crédito…” is hanging by a thread não acha? Os bancos cada vez mais relutantes em emprestar… Consultores de “junk bonds” já estão vindo pra cá, de olho no aumento dos toxic assets dos nossos bancos, enfim… a enxurrada de entrega de aptos e salas comerciais em 2012/13 promete… Na hora da parcela das chaves vai sangrar… O que acha?
    No caso do RJ, especificamente, vejo muita gente falando que é exceção por causa da zona sul… Mas sinceramente, Catete e Glória não são sonho de gringo nenhum…
    Botafogo virou bairro de executivo jr. …
    Enfim, acho que um eventual prolongamento da bolha estaria restrito a Ipanema, Leblon, Gávea e mesmo assim, conforme postei ontem no blog “Bolha Imobiliária”, calculo um índice de evolução da oferta de imóveis na zona sul do RJ no ZAP e a evolução nesses bairros tbm n me parece saudável, estão tão sobreofertados quanto outros…
    Você pode dar uma opinião?

    E aquela ideia do bate-papo com o professor Sammy Dana da FGV SP?

    Abração e sucesso com o novo livro!

    • tradingcafe says:

      Bom dia Rodrigo, desculpe não ter respondido antes. A Grécia, sair ou não do Euro não fará muita diferença para o povo, pois a perda de poder aquisitovo irá ocorrer de qualquer jeito, com cortes de salários e demissões. Eles comprometem na verdade 75% do orçamento governamental em salários de funcionários públicos e pensões. Sair do Euro, significaria poder cuidar da própria pólítica monetária, ou seja, imprimir drachmas, e gerar uma inflação gigantesca que levaria a perda de poder aquisitivo forte. Ficar no euro, siginifica manter uma parte do poder aquisitivo e perder ganhos nominais. O problema deles é não ter investido o dinheiro que pegaram emprestado e não terem como gerar riqueza pis não produzem quase nada, que pode ser exprtado, vai além de não terem competitividade, não tem produtos. A situação deles é crítica e sim terão uma longa recessão a frente. Quanto aos imóveis, os preços já vem caindo e as negociações tem sido mais favoráveis ao comprador para conseguir maiores descontos. A hora das chaves é a grande questão, pois muitos não tem o dinheiro, e outros tantos não tem crédito aprovado pelos bancos. O setor está de fato, segurado por um fio, bem tênue neste momento, pois os bancos estão com inadimplência alta e relutantes em aumentar o crédito indefinidamente, como o governo quer. A caixa está de lado, e os bancos comerciais estão relutantes em continuar fortes nesse segmento. O governo está empurrando a SELIC para baixo, para forçar as taxas de juros a convergirem, incentivando as pessoas a migrarem dos cdb’s e do tesouro direto para a poupança, numa tentativa de irrigar o caixa das poupanças e do crédito imobiliário. Eu vejo a situação bem grave já há algum tempo. Ao meu ver, as pessoas entraram no mercado imobiliário como entram na bolsa, comprando para revender e não para usar… Questão de tempo somente, vai virar. abs

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