Brasil, o país onde todo mundo quer prestar concurso público… Por que será? Continuação…

A distorção a que me refiro, neste cenário onde o governo compete por profissionais com a iniciativa privada, é a distorção econômica que isto reflete. As ações e decisões do agente regulador, do governo em todas as suas esferas, afetam diretamente a economia.
Ao fornecer salários mais condizentes com a realidade e custo de vida brasileiros, não ter o problema de pagar encargos sociais como a iniciativa privada, fornecer pacotes de aposentadoria adequados, fornecer estabilidade de emprego e tudo mais que vem junto com os cargos públicos concursados, o governo causa uma distorção enorme. A inicitaiva privada visa lucro. O governo não. A iniciativa privada paga altos impostos e encargos sociais sobre os salários. O governo não. A iniciativa privada corre os riscos de mercado e da atividade em si. O governo não. A inciativa privada e a população mantém o governo, com seus impostos cada vez mais altos.
Nós, o povo, pessoas naturais e humanas instintivamente nos deixamos conduzir por estas decisões estruturais do governo. Como um bloco único, ainda que individualizados, “decidimos” o que é melhor para nós. Entre correr riscos na vida “lá fora” e ficar com a estabilidade e salários melhores nos cargos públicos, optamos por ficar com os cargos públicos. Isto não é um erro ou uma crítica aos funcionários públicos, ao contrário, é uma constatação de que a decisão de prestar um concurso público evidencia a distorção, porque como funcionário público conseguimos obter uma tranquilidade em relação ao futuro. As pessoas, nós, estamos certos em optar por isso. O que não está certo é a competitividade e atratividade da função pública em relação ao mercado livre da iniciativa privada, que deveria ter mais folga para poder pagar melhores salários para seus funcionários. Permitir desta forma que as pessoas atinjam excelência em suas capacidades intelectuais nas diversas áreas da economia, levando o país para frente. Da forma que é hoje, a decisão é por melhores condições de vida e tranquilidade futura, não por vocação. Eu nunca ouvi ninguém dizer para uma criança: “olha este garoto, ele tem habilidades e vocação para crescer e se tornar um funcionário público…” Mas, sim, “olha, ele tem raciocínio rápido, é bom nisso e naquilo, ele vai ser um bom engenheiro, um bom físico, um bom médico, um bom professor ou mesmo um bom filósofo! Minha crítica é em relação à distorção criada por este sistema que cobra altos impostos para manter uma máquina governamental inflada ao mesmo tempo que rouba de nós nosso futuro como país, como sociedade, por que atrai grandes talentos para desenvolverem atividades repetitivas e administrativas. O erro não é das pessoas que decidem seguir esta via, mas sim, do governo não viabilizar espaço e condições para que as pessoas tenham a opção de decidir de verdade o que desejam fazer em sua vida profissional por vocação e possam viver adequadamente, com salários adequados e com uma perspectiva de futuro feliz, sem se preocupar com a aposentadoria, com a idade adulta, com planos de saúde caríssimos, etc, etc. Como é hoje, a decisão mais correta para qualquer brasileiro que não seja empresário bem sucedido ou esteja com uma condição financeira tranquila é prestar um concurso público.

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22 Responses to Brasil, o país onde todo mundo quer prestar concurso público… Por que será? Continuação…

  1. CHARLES says:

    Muito bem dito por você que o governo não assume a contrapartida dos encargos sociais a que impõem à iniciativa privada. As pessoas são induzidas a erro pelo próprio governo a demonizarem os funcionários públicos aposentados pelo rombo da previdência, pela gastança da maquina pública etc…

    O que o governo não fala para a grande massa leiga é que o regime de previdência dos func. públicos é diferenciado, ele contribui com 11% dos seus rendimentos e não com o teto da previdência como é para a iniciativa privada. Além disso ele não diz que não recolhe aos cofres públicos a diferença entre a contribuição do funcionário e os 20% que obriga as empresas privadas a recolher.

    Outro ponto importante é que o governo não é bonzinho aos conceder a “estabilidade” ao func. publico após 3 anos de serviço. Ele apenas achou mais barato fazer isso do que depositar o FGTS, coisa que não há no funcionalismo estatutario.

    É natural que as pessoas busquem segurança, muitas vezes, como é o caso, abrindo mão de direitos trabalhistas que o governo sonega, conforme demonstrado acima.

    É certo que muita coisa deve ser mudada no país, começando pela maneira como as coisas são conduzidas pelo palácio do planalto, o que gera vicios insanaveis por todos os escalões do funcionalismo publico e o objetivo fim, atendimento digno à população, não é alcançado.

  2. Anonymous says:

    Ricardo,
    Lendo seu texto encontro termos como “iniciatriva privada”, “riscos”, “mercado” … Voce não está tão enganado a ponto de acreditar que mora num país CAPITALISTA, está?

  3. Valter R. Braghin says:

    Ricardo,

    Em um país de capitalismo de estado é melhor ficar do lado do estado do que do lado da indústria privada. Somos uma China piorada.

    abs.,

  4. Rafael says:

    Boa noite Ricardo,
    Sou servidor público há cinco anos, praticamente me formei e me tornei procurador.
    Inegavelmente a vantagem do serviço público é o bom salário aliada da estabilidade. Mas, ninguém fica rico como servidor (não licitamente), a não ser em poucos casos que a pessoa tenha outra atividade de fato empreendedora, como nos casos em que se pode exercer a advocacia privada.
    Em um país de tantos altos e baixos, em nossa história, a estabilidade é algo muito cara para a vida das pessoas.
    Entretanto, ao ler os dois posts, finalmente encontrei alguém que fala exatamente o que eu falo quando eu comento com os colegas. Essa cultura do concurso público acaba por tirar da iniciativa privada, que de fato produz riquezas, boa parte da mão de obra qualificada.
    A culpa não é de quem escolhe ser servidor, já que para o particular o importante é batalhar pela melhor condição de vida possível. O problema é da conjuntura brasileira, que não permite (ou não vale a pena) a pessoa se arriscar na iniciativa privada.
    E quanto ao serviço público em si, ainda somos tão arcaicos, que criamos um “teto constitucional” porque, depois de centenas de anos de serviço público, não conseguimos criar métodos eficientes de se pagar os servidores por sua produtividade. Ai, com o teto, nivelamos servidores eficiente e ineficientes.

    • tradingcafe says:

      Bom dia Rafael, é exatamente isso, somos conduzidos a optar pelo que é melhor e mais seguro para nós, porque a alternativa se torna muito arriscada, na inciativa privada. E ainda tem outro risco que eu percebo eu não citei: estar na iniciativa privada e se tornar 40 anos idade. Outro medo e outra realidade. Eu acredito que os erros estruturais da nossa sociedade que nos conduzem a termos esta estrutura atual é correlato com a péssima distribuição de renda real da nação. Muito poucos realmente controlam a grande fatia do capital e deixam a maioria da população, com vontade de serem empreendedores mas sem caixa para decolar de fato, como deve ser feito. Muito obrigado pela contribuição Rafael, um ótimo fim de semana, abs

  5. Marina says:

    Esqueceram que existe médico servidor, policial servidor, advogado servidor, professor servidor… n são todos servidores da área administrativa. Não há uma criança para quem se diga: nossa, “ela tem vocação para lixeira, gari.” E “Que vocação para secretária tem sua filha”, nenhum pai quer ouvir. N se pode dizer que há vocação para servidor, pq n diz o suficiente.

    • Diogo says:

      Você está redondamente enganada.

      Como assim não existe vocação para servidor?

      É que os brasileiros(as) esqueceram, como mostrou o texto do Ricardo, qual deveria ser o papel do funcionário público. Brasileiros(as) se tornam servidores por outros motivos: estabilidade e um salário acima da média (média-baixa) da iniciativa privada.

      Seja médico-servidor, advogado-servidor, policial, professor ou burocrata, a vocação deveria ser: acreditar que se pode melhorar a gestão ou serviços públicos neste país ou seja, o funcionário público deveria ter vocação, prazer e ambição em oferecer o melhor aos seus conterrâneos.

      Repito a pergunta: como um brasileiro pode achar que não existe vocação para um servidor público?

      • Marina says:

        Primeiramente, acho que a sua é uma terceira opinião, pois o autor do texto do blog acha também que não existe vocação para servidor, pois diz que nunca viu alguém dizer para uma criança “Que vocação para servidor!”. E diz ainda que as pessoas deveriam poder escolher para não ficar fazendo uma atividade repetitiva.

        É que ele está pensando na caricatura do burocrata batendo o carimbo. Por isso eu discordei dele. Fica claro que ele queria, de certa forma, se retratar no segundo texto, mas continua mostrando que acha que os servidores públicos em geral não fazem nada além de sugar o pote de mel. Notem que ele entrega seu ponto de vista quase que sem querer.

        Já vc, Diogo, acredita em vocação para servidor, acredita que há trabalho a ser feito, mas que as pessoas não o buscam por isso, mas apenas pela remuneração e estabilidade, etc.

        E eu acredito que há pessoas que querem fazer o melhor trabalho possível, trazer melhorias, atendendo bem aos seus conterrâneos, seja na iniciativa privada ou na pública,mas sempre buscando o melhor salário e as melhores condições de trabalho. Pode ser o administrador ou o enfermeiro. Claro que há tb maus profissionais.

  6. Fábio Silva says:

    Gosto bastante do forum, e sou leitor assiduo. No entanto, dessa vez acho que o canhão está voltado para o alvo errado: A carreira pública legal por meio dos concursos públicos.

    O Estado TEM O DEVER de tornar a carreira pública atraente. Se queremos saúde pública, educação e uma gestão da máquina pública de qualidade, precisamos de servidores bem qualificados para tal, seja trabalhando para tal. Como ter bons médicos em hospitais públicos pagando 3 mil reais /mes como tenho visto? Ou bons professores na educação básica recebendo algo em torno de 1 mil reais mês? Como garantir que o Banco Central ou o IPEA irá subsidiar o governo e a população com as informações corretas? Ou que a Receita Federal terá condições de barrar a songação fiscal? Ou polícia para nos socorrer quando discamos 190?

    Se as carreiras no mercado privado estão menos atrativas, há que se trabalhar para melhorar seu grau de atratividade. Este problema é muito pequeno em empresas com boas condições de trabalho. As disputas por vagas abertas em multinacionais como Unilever, Serasa Experian e tantas outras são acirradas os suficiente para atrair excelentes profissionais. E as carreiras aí são muito mais promissoras do que no Estado.

    Não há como ficar rico (legalmente) trabalhando como servidor público. Todos sabem que existem tetos legais para as remunerações. O máximo que se pode conseguir é uma vida confortável.

    O tipo ideal de burocrata que passa o dia carimbando é cada vez mais raro.

    A critica acho que não deve ser feita aos concursos públicos em sí, é o processo mais transparente de constratação que existe. Marajás se existem, hoje em dia, são nomeados por cargos em comissão, que em geral recebem até mais do que servidores estatutários. Na repartição em que trabalho a grande maioria são comissionados… e o que tenho visto é que estes são os que menos trabalham.

    Acho que o alvo está errado e deve ser:
    – Desoneração das folhas de pagamento aos empresários;
    – Melhoria da educação;
    – Diminuição drástica dos cargos públicos de ‘livre nomeação’.

    É isso.

    • tradingcafe says:

      Oi Fabio, mas esse foi justamente o ponto que tentei demonstrar no meu post. Não é o estado ou as carreiras públicas, ou os concursos, ou quem deseja fazer o concurso que está errado, a estrutura do sistema está errada. Decidir por prestar concurso e se tornar um servidor público é uma decisão correta diante das alternativas e incertezas que temos na iniciativa privada. Os salários e benefícios na inicitiva privada é que estão defasados. O meu post visa levantar este tema, de quais são os problemas para que a inicitiva privada, e todos que optam por trabalhar nela, possam atingir uma melhoria de fato. abs, obrigado

  7. Antonio says:

    Ricardo, a iniciativa privada no país nao quer correr riscos, prefere colocar seu dinheiro na renda fixa do que alocar em projetos. Se nao fosse a mao do Estado, via BNDES, via EMBRAPA, a atividade industrial se resumiria ao setor público. Claro que existem distorçoes no serviço público que já duram muitas décadas – vide os salários de 40 a 50 mil reais de funcionarios do Estado do Rio / Brasília. Acredito que a previdencia dos servidores públicos que está em votacao no Congresso irá diminuir esta distorção, mas como vc disse a grande concentracao de renda no país nao permite a viabilidade de uma indústria senao tiver a ajuda dos juros subsidiados do BNDES. Precisamos diminuir juros, desvalorizar o cambio, desonerar alguns setores e o brasileiro rentista precisa aportar mais dinheiro nos investimentos de risco. Se continuarmos com os juros reais maiores do mundo, os rentistas vao escolher emprestar para o governo. Além disso, as empresas possuem mecanismos para buscar dinheiro na iniciativa privada via debentures, entretanto, a conjuntura europeia e americana frearam os investimentos no mundo todo e o Brasil é parte do mundo globalizado. Acredito em uma retomada do crescimento no segundo semestre e nao se esqueça com os números de desemprego no país configuram o pleno emprego. Os problemas brasileiros sao seculares e nao seram vencidos em poucos anos, serao muitos anos para diminuir os juros reais, para mudar a cultura empresarial, para diminuir os impostos elevados no governo de FHC para pagamento de dívida externa e que até hoje, nao retornou aos 27% do governo de Itamar. Precisamos, primeiramente, de educacao para que os brasileiros possam aprender a votar e exigir que a (in)Justíca brasileira puna a corrupcao com penas maiores para nao ser vantajoso levar dinheiro público de forma fraudulenta para o bolso.

  8. J.R. Vensan says:

    Antonio, em relação à última parte do seu comentário, é interessante que justamente hoje houve uma indicação de que é exatamente o contrário o que está para ocorrer – que vai se passar a mão nos corruptos, assumir que o problema é grande demais para a competência do Estado e escamoteá-lo ao invés de enfrentá-lo.

    Veja na matéria do estadão: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,cadeia-nao-resolve-o-problema-da-corrupcao-defendem-juristas-em-sp,849804,0.htm

    Um abraço e boa sorte, que vamos precisar.

    JR

    • Antonio says:

      JR concordo com os juristas em parte, é melhor acelerar o processo e recuperar o dinheiro. Colocar na cadeia só vai aumentar os custos do Estado – que os políticos corruptos sejam proibidos de participar de qualquer eleicao pelo resto de suas vidas e que nao possam fazer qualquer negócio com o Estado (como licitacoes). Os advogados têm à disposicao mecanismos para diminuir penas, cumprir penas em domicílio, etc. Cadeia para rico é ilusão, entao que acelere o processo para se recuperar o dinheiro roubado e aplique uma multa pesadíssima para o corrupto ficar só com a cueca rsrsrs….

  9. Felipe says:

    Boa noite!
    Me encaixo em tudo o que vc falou nos últimos 2 posts. Com 20 anos, já tinha passado em um concurso. Hoje com 26, estou no meu terceiro emprego com carteira assinada, todos concursados de empresas públicas.
    Escolhi esse “estilo de vida” concurseiro pois moro na Baixada Santista e trabalho com informática. Como aqui não há emprego para a área que pague mais de R$ 2000,00 para quem não tem conhecidos, me tornei concurseiro profissional.
    Porém, discordo da parte na qual vc fala que a média salarial é maior. Explico. Tenho muitos colegas que se formaram em TI comigo que foram para a iniciativa privada. Uma boa parte ganha mais que eu. Porém, não têm vida. O trabalho com TI está se tornando insuportável, pois as empresas, mesmo as públicas, estão concentrando tudo o que podem na informática. Alguns dos meus colegas ganham belos salários, coisa de R$ 10000/mês para mais.
    Entretanto, como eu acho que há muito mais coisas na vida mais importantes que o trabalho, me contento com o salário de R$ 6000/mês. NADA paga o fato de eu poder entrar às 8 hrs e sair às 17 hrs.
    Por isso acho que, pelo em SP, há sim uma defasagem de salários no setor público em relação aos salários da iniciativa privada. É o pagamento pelo estress a mais e a disponibilidade de ter que ficar APÓS o horário ordinário de serviço.
    Como vc mesmo disse, escolhemos o que nos deixa mais “seguros” e “felizes”.

    Abs, gosto muito dos seus textos.

  10. Rodrigo says:

    VC parou de fazer videos no youtube pq?

    • tradingcafe says:

      Oi Rodrigo, não paramos não, foi só um período bem agitado que não estamos conseguindo marcar. Vamos retomar em breve. Tem algum tema que você acha legal ou gostaria que eu abordasse? Obrigado amigo, abs

  11. arg says:

    Se me permitir antecipar o colega …. sugiro mercado imobiliário .. para não ter que dizer bolha imob … ! Este blog está há meses … indicando que existe uma bolha imobiliária .. isso é uma maneira de vender-se na net !?? pq os preços não param de subir e não há sinais de perda de fôlego ou algo parecido neste mercado. Tenho renda bruta de R$ 7.200,00 e família com esposa e uma filha e pago aluguel de R$ 700,00 em um belo imóvel de 3 quartos. Estou a procura de um imóvel próprio… porém os preços são um absurdo e pelo padrão de imóveis que encontro e posso racionalmente pagar, indica claramente nossa redução da qualidade e padrão de vida …há 6 anos eu poderia comprar um imóvel com padrão bem superior. Onde vamos parar !?? … minha renda, e de muitas famílias, não acompanha os reajustes desse mercado, o governo federal não percebe isso !?? (especulação e ganância ) Campinas – SP

    • Antonio says:

      As bolhas acontecem quando os preços nao representam a realidade, isso é o que acontece no mercado imobiliário brasileiro. Portanto, é hora de ter paciência pois mesmo que os preços nao caiam tanto, eles irao se estabilizar pelo menos uns dois anos – isso dá uma perda de no mínimo 20% – apartamento de 300 mil reais, isso representa um valor de 60 mil reais de economia. A conta é simples, compare o que dá a poupança (o investimento que menos remunera o capital) e compare com o valor do imóvel – se vc conseguir pagar um aluguel com sobras e ainda sobrar dinheiro para guardar é melhor esperar que os aluguéis se tornem mais onerosos.

    • Vitor says:

      Só 700,00!
      Em que bairro você mora? Eu sou de valinhos, trabalho em campinas, e não encontro nada com mais de um quarto por menos de mil.
      Abs.

  12. simone says:

    Se no Paraná as construtoras “botarem o pé no freio”, é sinal de demissões à frente.

    Vejam o desarranjo que essa bolha causa – se o crescimento fosse sustentado e ético, esses trabalhadores não precisariam perder o emprego.

    Aqui em SP, no ABC, as demissões já começaram.

    Ainda é tempo de salvar a indústria brasileira
    O Estado de S. Paulo – 20/03/2012

    A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pondera que os países emergentes poderão entrar numa fase de desaceleração. O Brasil parece lhe dar razão, uma vez que começa a haver desemprego no ABC e, no Relatório de Mercado – Focus, a previsão do aumento da produção industrial em 2012 cai a cada semana. O último boletim apontou queda de 2,50%, um mês atrás, para 2,03%, nesta semana.

    h ttps://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/3/20/ainda-e-tempo-de-salvar-a-industria-brasileira

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