Enfim, alguém de bom senso no governo: “cortar impostos para a indústria…” Dilma Rousseff, BRICS Summit, India

Certamente a nossa presidente andou lendo o tradingcafe… O problema não é o câmbio, mas, sim, a manutenção da lucratividade e da competitividade da indústria nacional. Reduzir a carga tributária irá trazer esta competitividade de volta. O Câmbio é um reflexo das estrutura da econômia, já escrevi sobre isso antes aqui no tradingcafé. Enfim, alguém do governo que não fala em IOF ou aumentar isso e aquilo para criar mais dificuldade e mais barreiras para o nosso crescimento. Somente em fevereiro, a arrecadação do governo atingiu o recorde de R$ 71,902 bilhões em um único mês… Praticamente, só com este dinheiro, poderíamos quitar toda a dívida externa soberana do Brasil (um pouco mais…talvez). Onde o governo gasta e em qual dreno este dinheiro se esvai, é tema para outro post… vamos esperar que a presidente volte da India para sabermos se podemos ficar contentes ou não com o pacote que ela irá anunciar.

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8 Responses to Enfim, alguém de bom senso no governo: “cortar impostos para a indústria…” Dilma Rousseff, BRICS Summit, India

  1. HF says:

    Ricardo,

    Você acha possível fazer uma política industrial no Brasil de forma que:

    1- Não seja promovido um setor em detrimento de outro por conta de interesses políticos, lobby e corrupção.

    2- Não fique configurado protencionismo causando constrangimentos e questões junto a OMC.

    Quais são os entraves que não deixam isso acontecer?

    Porque, por exemplo, temos uma indústria aeronáutica avançada ou de alimentos (porém tenho receio de investir em setores de baixo valor agregado) como a Embraer, mas não temos uma indústri automotiva, ferroviária, naval, etc …

    Acho que esse papo de não tem dinheiro não existe … subsídeos podem ser feitos e gastos podem ser cortados.

    Para onde vão esses 70 BI arrecadados em impostos? Como está o balanço do Brasil? É verdade que o maior gasto do Brasil é na linha de pagamento de juros da dívida?

    Como você vê o Brasil e sua dívida no meio desse turbilhão de problemas com dívidas dos países Europeus e Americanos?

    Abraço!

    • tradingcafe says:

      Oi Hermes, vamos lá:
      1) Sim, acho possível, mas não acredito que eles farão isso. O histórico é bem negativo, sempre protegendo um setor em detrimento do todo e em todos os casos, o povo paga a conta.
      2) A chancelaria brasileira é bem experiente e forte, porém, fazem burradas de quando em quando… como nos carros importados do ano passado. Com as regrasda OMC o Brasil tem um histórico positivo.

      Essa é a questão chave, para onde vão estes recursos arrecadados… A resposta está na mídia… escandalos atrás de escândalos…

      abs, amigo

  2. Renata Miziés says:

    Olá Ricardo,

    Também fiquei otimista com o anúncio de corte de impostos para a indústria. Meu receio é de que as medidas sejam superficiais, no esquema ‘para inglês ver’, como a maioria dos pacotes econômicos brasileiros. A verdade é que o Brasil precisa de medidas sustentáveis e não apenas emergenciais, ou seja, uma reforma tributária consistente, a partir de uma visão macro e não apenas setorial.
    De qualquer forma, é um começo e assim como a maioria dos brasileiros, torço para as mudanças sejam positivas e não parem por aí.

    Abraços,

    Renata

    • tradingcafe says:

      Oi Renata, se levarmos em conta o histórico… O teu receio pode estar certo… Vamos aguardar para ver, se será para nós ou para os ingleses verem…!! Esta mania de fazer incisões cirúrgicas beneficiando apenas algum ou alguns setores é uma piada. A semana passada eles cortaram o IPI dos produtores de Lustres… fala sério! Vamos torcer para que eles anunciem algo real e de bom. abs, bon weekend!!

  3. Ricardo,
    Caso seja um corte moderado, será que as indústrias irão repassar o corte para nós consumidores, ou irão continuar com os preços atuais para aumentar a margem de lucro? Sabe que brasileiro aceita tudo né.

    Abraços

    • tradingcafe says:

      Oi, Além da Poupança, não, como a necessidade de trazer competitividade (lucratividade) para as empresas, eu não acredito que será repassado para o consumidor final, a não ser em uma escala ínfima para tornar o produto nacional mais atraente. Obrigado, bom fim de semanam abs

  4. Anonymous says:

    O problema não é o câmbio? Estou morando nos EUA e posso assegurar que o custo de vida aqui é cerca de 50% do custo de vida no Brasil. Obviamente, eu chego nessa conclusão usando a taxa de câmbio, para comparar os preços entre os dois países. Se o problema não for o câmbio, então vai ficar muito mais difícil encontrar uma explicação para a minha constatação. O que poderia explicar que mora nos EUA, com uma qualidade de vida muitas vezes superior, é mais barato? Vocação para masoquismo do Brasileiro?

    • tradingcafe says:

      Bom dia Anonymous, quando eu me refiro que o problema não é o câmbio não significa dizer que as paridades entre o real e as outras moedas não estejam erradas. Estão. O ponto é que a taxa de câmbio reflete os erros estruturais e que o governo não deve mirar o câmbio como causa e sim efeito. Para corrigir esta aberração de preços e custo de vida que vivemos aqui no Brasil o governo deve corrigir a economia, a estrutura de impostos, os gastos governamentais, e, sobretudo as taxas de juros no Brasil. O Câmbio é uma derivada e não um fator. A poupança, desde 1861 paga juros fixos mais inflação, isenta de impostos e sem cobrança de taxas de manutenção para se manter a conta. Desta forma, um instrumento de captação de recursos de mercado, numa economia aberta, que tem esta vantagem competitiva em relação ao resto, cria uma disparidade que impede que as taxas de juros de mercado caiam de fato. Assim, a perda de poder aquisitivo nominal, é fortíssiima e o Real se desvaloriza internamente, fazendo com que paguemos mais caro por tudo aqui dentro. Com a taxa de câmbio, livre, respeitando forças de mercado, com estrangeiros buscando os retornos majorados aqui dentro, colocam a taxa de câmbio em preços mais baixos. Desta forma, tudo está errado aqui e o custo de vida, absurdo. Até o que produzimos aqui é mais caro que no exterior… Até viver na Europa está mais barato que aqui, e a renda média aqui é de mil e poucos reais contra a renda média aí fora, bem superior a isso. Abs, obrigado

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