Pacote do Mantega: Uma grande piada, insultando mais uma vez a inteligência do país!

Ao invés de pagarem os 20% do INSS, que é uma contribuição social que tem uso específico e a conta já tem um rombo enorme, o governo propôs pagarem de 1 ou 2% sobre o faturamento bruto!!!
E não mostram números… Então vamos lá:
As empresas tem uma margem pequena e cobrar este imposto (que não sendo INSS, cai no caixa comum, dando liberdade para o governo usar como bem entender o dinheiro) sobre o faturamento bruto e não sobre o lucro líquido, não desonera em nada as empresas, ao contrário, em alguns setores, sairá mais caro.
Enfim, esta é apenas mais uma manobra do governo, não desonera em nada o custo brasil, não ajuda a criar empregos e a única coisa que faz é dar um mandato para este governo gastar como quiser esta nova arrecadação, em detrimento do benefício e bem-estar social que é a Contribuição e o próprio conceito de existência do INSS.

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13 Responses to Pacote do Mantega: Uma grande piada, insultando mais uma vez a inteligência do país!

  1. Renata Miziés says:

    Olá Ricardo,

    Realmente, mais uma vez me vi com um
    nariz de palhaço, ao assistir ao anúncio
    deste ‘pacote’. Verdadeira aberração!
    Concordo com você sobre o perigo de
    outorgar novo mandato ao Governo, para
    gastarem essa arrecadação como bem
    entenderem (na realidade temos uma boa
    noção de para onde esse $$ vai…)
    Outra decisão que não resolve o problema
    e deixa ainda mais clara a temeridade das
    medidas: dar preferência ao produto nacional
    nas licitações, ainda que o valor do produto
    seja 25% maior!!! Traduzindo: carta branca
    ao superfaturamento, super comissões (é só
    lembrar das recentes denúncias em processos
    licitatórios), risco de aquisição de produtos
    de qualidade duvidosa e o que é pior, garantia
    ZERO de geração de novos empregos!
    O que me espantou também foi a passividade
    com que os representantes da industria receberam a notícia. A maioria afirmou que o pacote nem de longe resolve o problema, mas
    ao invés de declarar que ele é um insulto a inteligência e chamar a atenção da sociedade para exigir medidas sérias e urgentes, fizeram média com o Governo…
    Lamentável!

    Abs,

    Renata

  2. Rafael says:

    O Brasil não tem jeito não….
    Além de não contribuir em nada, ainda temos a seguinte questão: Os 20% que se pagavam, eram destinados (ainda que em tese) à futura aposentadoria do trabalhador (ou para o financiamento da aposentadoria dos atuais beneficiários). De toda sorte, era um dinheiro que, em sua origem, pertencia ao trabalhador (apesar de não se utilizar no Brasil o sistema previdenciário de contas individuais).
    O que foi feito, em síntese, foi retirar x reais que eram do trabalhador, para se pagar x-1 reais (se é que há real vantagem) para o governo gastar.
    O governo vai fazer de tudo para manter essa conversa fiada de que o Brasil está bem pelo menos até 2014, para conseguir a reeleição. Até lá não vai ter bolha que desinfle, seja imobiliária ou de tudo mais, porque o governo vai dar um jeito, já que boa parte dos eleitores do governo fazem parte de uma massa trabalhadora que se houver a ruptura da bolha irá perder seus empregos. Mas, depois de 2014, ninguém segura não, se os Estados Unidos não seguraram, porque o Brasil conseguiria?
    Meio que off topic, duas coisas que eu não aguento mais ler: “a ascensão da nova classe média” e o Brasil querer “falar grosso” com as grandes economias mundiais.
    A primeira porque o Brasil é o único lugar do mundo onde as pessoas ascendem de classe não pelo aumento dos rendimentos, mas porque rebaixam o valor mínimo para ser considerado determinada classe (além do fato de fazer uns 20 anos que o valor é o mesmo e a inflação oficial já ter dado mais de 100%). Não é possível que em um país com um custo de vida tão caro como o Brasil que uma pessoa que ganha R$1500,00 seja considerada de classe média.
    A segunda, porque o Brasil fala como se fosse imune à crise internacional e joga toda a culpa nos problemas econômicos que passa nos outros. Ora, se o dólar está baixo, se o produto brasileiro é caro e de baixa qualidade, se não temos competitividade, a culpa é dos outros por serem mais eficientes? Não tem sentido.

  3. J.R. Vensan says:

    Pois é, assim que vi isso ontem no JN, achei que tinha coelho na cartola. Obrigado pela explicação, Ricardo!

    Na minha opinião, o que assistimos foi o resultado de uma negociação de bastidores entre o governo, que mudou um imposto de VINTE para APENAS DOIS (não custa lembrar que brasileiro assume dívida olhando não os juros que pagará, mas sim se a parcela cabe na renda, certo? Números são fundamentais, e pouca gente – em geral pessoas como o Ricardo e seus fiéis leitores – presta atenção ao que está por trás destes números), e os grupos organizados do poder econômico (as 500 famílias poderosas que controlam o Brasil), que mantiveram sua reserva de mercado sobre os “cativos” (nós).

    Como bem disse a Renata, temeridade é a palavra. Cada vez mais estou convicto de que depois da copa e das olimpíadas, isso tudo vai ruir de volta ao que era e o sonho de cinderela do Brasil no primeiro mundo correrá o risco de se acabar.

    Ainda há esperanças, é preciso haver mudanças estruturais importantes no panorama de poder da nossa republiqueta. É difícil porém não impossível.

    Abraços, e boa sorte,

    JR

  4. Ral says:

    Acredito que teremos que pegar em armas para mudar este pais.
    Não vejo outra saída a não ser uma revolução sangrenta para definitivamente trazer o Distrito Federal para São Paulo (interior) e acabar com aquele Cancer chamado Brasilia.

  5. carlos jabu says:

    tambem acho que já passou da hora de uma revolução,mas acho dificil acontecer algo aqui neste pais!só pensam na copa de 2014,funk,cerveja e etc.triste de assistir a isso.

  6. simone says:

    quero saber se vai valer a pena comprar dolar e esperar ele se valorizar ?

  7. Leandro says:

    Parabéns pelas observações Ricardo.

  8. Anonymous says:

    Para termos de comparação segue o website de uma construtora nos EUA com empreendimentos em vários estados. Aqui não existe comprar na PLANTA (capitalismo com capital dos clientes), mas sim comprar a casa PRONTA para morar com armários, alguns eletrodomésticos.

    www . schumacherhomes . com (remover os espaços)

    Para transformar de USD/sqft (dolar por pé quadrado) para BRL/m2 (Reais por metro quadrado), utilize 1 USD/sqft = 20 Reais/m2 (supondo 1 USD = 1.83 BRL). Note que os preços (e não custos) de construção nos EUA, estão em torno de 90 USD/sqft ou seja 1800 Reais/m2. O custo de um terreno residencial nos suburbios de praticamente qualquer cidade, em locais com qualidade de vizinhanca superior a qualquer AlphaVille é cerca de 50 mil Reais para 1000 m2. Portanto, uma casa de 250 m2, num terreno de 1000 m2 custa em torno de 500 mil Reais.

    Esse valor mostra o quanto a Brazil está fora da realidade, com preços cerca de 5 a 10 vezes o preço nos EUA. Uma casa do padrão Minha Casa Minha Vida (75 m2, terreno de 150 m2) custaria cerca de 100 mil Reais, mais barato do que no Brazil.

  9. Diogo says:

    Estamos assisitindo o governo petista destruindo a última chance de este país se tornar um lugar mais decente para se viver.
    Quando o ciclo de alta de commodities der uma esfriada e quando a população economicamente ativa começar a declinar (daqui a meros 8 anos), o que será deste pobre país?

    • tradingcafe says:

      Oi Diogo, e do jeito que a coisa vai, teremos a maior ditadura democrática da história da humanidade, vão ficar mais tempo lá, não tem oposição, não tem união do povo e todos temos este governo para muito tempo… abs

  10. Mario says:

    Quanto a questão do INSS vou ter que discordar.
    Trabalho da área de TI e é prática muito comum não assinar carteira dos funcionários devido ao custo, pois é uma área intensiva de mão-de-obra.
    Após a desoneração da folha de pagamento do setor de TI feita no final do ano passado, muitas empresas começaram a registrar seus funcionários como CLT.
    Agora, pense em quanto o governo vai arrecadar a mais de imposto de renda por exemplo. Funcionários que ganhavam 3 mil “por fora” agora estão legalizados pagando IR e mais 11% de INSS que não pagavam antes.

    Moral da história: Quanto menos gente na informalidade, mais arrecadação e as taxas (porcentagem nominal) de impostos podem ser baixadas. Daí a “mágica” de trocar o imposto da folha para o faturamento.
    Além disso, esse imposto que era um custo fixo para a empresa, agora depende do desempenho dela. Se a empresa vai mal ela não paga.
    Não conheço um empresário que é contra essa medida, pelo menos não na minha área (TI).

    • tradingcafe says:

      Oi Mario, você tem razão neste ponto, os encargos sociais são abusivamente altos, atingem mais de 100% na média. Porém, os 20% do INSS é justamente o que eles não deveriam mexer, mas sim nos restantes 80%. O INSS é importante e já está com um rombo enorme. Pessoas jovens, em seus 25, 30 anos, no sistema de rapartição que utilizamos no Brasil, onde quem está na ativa hoje contribui para quem está aposentado hoje. Quando está faixa da poupulação for se aposentar… oooopppss. Se reduzissem esta parcela de 80% aí sim, ficaria mais competitivo e adequado para todos, em todas as áreas dentro da CLT. Na França, por exmplo, os encargos socias atingem próximo de 65% do salário pago pelo empregador. Já é alto mas não tanto quanto aqui. Além disso, o governo não pode usar o dinheiro do INSS como bem entende, tem que ser destinado ao fim que ele foi criado, com a contribuição sobre o faturamento, o dinheiro cai no caixa comun, com alvará para usar como bem entenderem… Obrigado, abs, boa páscoa

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