O poder da América…A profecia auto-realizável, o euro na beira do precipício

Sem querer soar o sinos do apocalipse, mas, observando a realidade aqui na Europa, o dólar força a porta para não perder a hegemonia de moeda de troca internacional. Desde 2008, quando o mundo quebrou, o sistema financeiro internacional entrou em colapso, e a guerra de moedas está sendo vencida pelo dólar americano. Estou escrevendo da café da livraria Foyles em Londres. Conversei com pessoas do mercado aqui e li os jornais… A coisa está feia de fato. Ontem a Espamnha estatizou 45% do baco Bankia, o quarto maior do país. O novo presidente da França, François Hollande e o confuso novo governo grego estão na pauta. Os gregos querem anular os acordos feitos nos pacotes de resgate recentes, e, ontem, uma tranvhe de EUR 1bi foi retida e não foi repassada para os gregos que mais e mais se levantam contra a austeridade porposta como condição para o pacote de resgate do país. A probabilidadedos gregos saírem do euro é grande e está aumentando a crise, que pode se alastrar de forma a balançar as fundações da moeda única. O clima está muito tenso e as ações dos bancos já mostram isso. Estamos diante uma renovada crise ainda resultante da crise das hipotecas americanas, quando os governos tiveram que injetar trilhões nos mercados para evitar o colapso, que apenas se atrasou mas está de novo prestes a acontecer. Os ingleses estão ás voltas com o velho problema dos bônus pagos a executivos de empresase bancos. Os altos bônus foram barrados pelos acionistas e alguns presidentes de empresas já se demitiram. Este problema é antigo e foi o causador desta escalada em assumir riscos com o dinheiro alheio para fomentar e aumentar os próprios bônus. Mais risco, mais apostas, mais especulações em troca de altos bônus. Quando a coisa aperta, os executivos saem e deixam o prejuízo para os acionistas… Essa corrida desenfreada nos trouxe até aqui e se não mudarem voluntariamente, trazendo o mundo de volta paraa realidade, a realidade vai nos alcnçar por conta própria, num tsunami financeiro que jogará a popuilação mundial em níveis de pobreza do século XIII… Enfim, a disputa real é de duas moedas, o dólar não quer (ainda que deveria, pela deterioração nas contas macro-econônicas do país…) perder seu status de moeda conversível de pagamentos e trocas internacionais, pois se perder, o colapso do planeta hoje seria sem precedentes. O Euro é a única moeda que teria condições de ocupar esta posição de destaque, por seu tamanho de PIB (de todos os países, com os 27 é maior que o PIB americano) e sua ampla aceitação e fundamentos estruturais evitando a impressão desenfreada como os americanos estão fazendo. Minha impressão no dia de hoje é bem pessimista e ainda temos mais coisas que levarão os mercados para baixo muito antes de podermos dizer que as águas estão calmas.

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6 Responses to O poder da América…A profecia auto-realizável, o euro na beira do precipício

  1. mauricio says:

    discordo quando você diz que o euro poderia ocupar o lugar de destaque, mesmo porque a alemanha é a única que está segurando as pontas pra impressora não rodar livremente, como no caso dos eua, mas até que ponto a alemanha vai conseguir segurar? no zerohedge, já saiu notícias que o bc alemão teria dito que poderia dar uma aliviada… então nesse caso teríamos uma corrida mundial à desvalorização global das moedas

    concordo com todo o resto, acredito que vamos ficar pobres (financeiramente falando), aí fica a dúvida onde se irá perder menos, e quais tipos de investimentos seriam melhores

  2. Rafael says:

    Agora lembro daquele post em que você disse que o governo brasileiro deve estar imaginando que o futuro próximo será muito complicado e por isso está reduzindo taxas de juros dos bancos na marretada e etc…talvez esteja aí o início da pista.
    Se a crise voltar chutando a porta com força, país algum ficará imune.

  3. Anonymous says:

    Ricardo,
    A Inglaterra não é um bom lugar para fazer inferências sobre o Euro ou mesmo a UE. A Inglaterra é cúmplice dos EUA em boicotar quase tudo relacionado com a UE. Na opinião de quem viveu a propaganda da Guerra Fria, fica muito fácil relacionar a propagando contra o Euro e contra a UE como algo típicamente Americano e pelo mesmo motivo – MEDO. Se o USD deixa de ser a moeda mundial, os EUA sabem que ficam pobres da noite para o dia seguinte. O único competidor que se apresenta é justamente o Euro. Portanto, EUA e Inglaterra farão de tudo para boicotar a UE, pois a economia já é maior do que a economia dos EUA. O pior que pode acontecer para os EUA/ Inglaterra é a união política da UE, pois até agora cada país quer seguir numa direção. Se houver união política, aí seguirão com uma imensa força numa única direção. Nesse caso, nem mesmo os EUA conseguirá muita coisa.

  4. Olá Ricardo!

    Gostaria de saber se você mudou seu ponto de vista com relação à opinião inicial sobre o possível fim do Euro aqui no blog. Já está vendo como provável o fim da moeda à esta altura do jogo? Ou continua com o ideal de que todo esse plano não irá se deteriorar dessa maneira.

    • Gianluca says:

      No aguardo de uma resposta meu caro. Abraços!

    • tradingcafe says:

      Oi Gianluca, o Euro vai continuar. Todos os movimentos são óbvias manobras e por mais que queiramos enxergar somente os buracos, o Euro vai perdurar com os ajustes que necessitam serem feitos. Mudanças nas leis para que não haja tanta dicrepância entre um país e outro, diferenças fiscais e diferenças de práticas de políticas macroeconômicas. O euro não vai acabar mas a Grécia não deverá permanecer no grupo. abs

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