Expansão monetária, pacotes de estímulos e juros baixos… Não vai dar certo, mais bandaids para fraturas expostas

Esse conjunto de medidas paliativas, de efeito temporal e de curto prazo foram os mesmos bandaids que utilizaram em 2008 na crise, não resolveu nada e só piorou. Emissão de dívida governamental em alta, juros em baixa, impressão de moeda, dinheiro para os bancos… A população mundial está endividada e com riscos de perder emprego em vários países. O consumo, que está sendo fomentado não encontra eco no emocional abalado das pessoas, que não sabem de onde vem, mas uma onda invadiu o planeta e demonstra que estamos de fato diante de uma mudança estrutural. Esta mudança estrutural de modelos econômicos que estamos experienciando sem identificá-la,
tem que ser lidada de forma diferente e não com as mesmas artimanhas que apenas protejem o capital, como as medidas mencionadas acima. Estas medidas não auxiliam as pessoas a crescerem economicamente e salvam os bancos e barateiam o custo de captação dos governos apenas, que gastam e se inflaram a ponto de crescerem mais que a inciativa privada… Tudo errado, os juros foram cortados hoje na Europa, um grande erro. Os juros estão quase em zero nos países outrora ricos e isto é um equívoco astronômico pois a taxa de juros tem efeitos econômicos e psicológicos nas pessoas. Os juros assim baixos por muito tempo, apenas geram pessimismo e trazem a eeconomia para baixo. Vai ficar feio e cada dia fica mais claro…

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One Response to Expansão monetária, pacotes de estímulos e juros baixos… Não vai dar certo, mais bandaids para fraturas expostas

  1. A. Schumann says:

    http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2012/wp12161.pdf
    Estudo aponta que crédito demais na economia, descolado do crescimento de trabalho e renda, acaba tendo um efeito negativo sobre o crescimento. Veja conclusão a partir da pagina 22 e, especialmente o último parágrafo: “it is possible that a dataset that includes more countries and time periods would show that it is the rapid growth of household credit that leads to the negative effect of financial development that we document in this paper.” …
    Uau, precisa de tanta econométrica para chegar a essa conclusão?

    A abertura , com trecho de Tobin*, chama a atenção (e é de 1984):
    …we are throwing more and more of our resources, including the cream of our youth, into financial activities remote from the production of goods and services, into activities that generate high private rewards disproportionate to their social productivity.

    * Tobin foi grande crítico do monetarismo, que prega que é possível manter a estabilidade de uma economia capitalista através de instrumentos monetários pelo controle do volume de moeda disponível e de outros meios de pagamento.
    Ora, não é o que se pretende com a expansão monetária? Promove-se na verdade a “fuga para frente”. Até quando?

    O mais interessante é que esse estudo vem do FMI !
    Só esperamos que não seja interpretado radicalmente e leve à conclusão de que a solução então é diminuir ‘demais’ o crédito. Isso só levaria a uma quebradeira geral de pequenos e médios e, consequentemente, o acúmulo de riqueza na mão dos poucos que tem maior fôlego. Nova crise!

    Engraçado que, feito o estrago (mas tem que ser O estrago), alguns começam a arrumar a bagunça e fazem as regras pra não se repetir: separação entre os bancos comerciais e os demais intermediários financeiros, controles quantitativos do crédito, tetos para as taxas de juros e restrições ao livre movimento de capitais, lastro da moeda com algo tangível etc. Os bancos comandam o crédito mas estão comprometidos, numa relação de mútua confiança, com o desempenho produtivo das empresas.
    A coisa começa a fluir e essas regras começam a se transformar em amarras para deslanchar o crescimento. Regras são ‘re-feitas’ (quebradas) e, com um ambiente cada vez mais otimista, busca-se riscos cada vez maiores. E tudo começa de novo. São as mudanças de modelo econômico que você menciona.
    A parte triste é que muita gente sofre, de verdade, nessas rupturas.
    Esquecemos das lições aprendidas em cada ciclo? Ou a ganância cega? Bom, aqui já saímos do debate econômico e entramos no filosófico… e aí a conversa é longa
    Abraço.

    PS: pra quem tiver tempo e intersse em história econômica, veja no link a seguir artigo do Beluzzo (aquele do Palmeiras) , na seçao I. Só que é de 2007… http://www.eco.unicamp.br/asp-scripts/boletim_cecon/boletim7/Versao_Integral_7.pdf

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