A inflação de preços

A inflação pode ser gerada por vários fatores. Naturalmente, os fatores econômicos de demanda versus disponibilidade (produção, exploração, raridade e alta no custo de mão-de-obra, alta nos custos de insumos, matérias primas, transportes, impostos), taxas de juros e taxas de câmbio, tem um efeito direto nos preços finais dos produtos. Porém, existe um fator pré-existente na condição da mente humana que deseja que os preços subam. Individualmente, tendemos a elevar os preços do que queremos vender para obtermos maior lucro.

Não obstante, cada indivíduo pensa em defender sua própria posição, e, em conjunto todos fazemos a mesma estarégia, acabando por obtermos menos lucro porque todos os preços ulteriormente subiram também. Assim sendo, a tendência natural é a de que os preços subam ao longo do tempo. Os mecanismos de política monetária são direcionados para coibir altas excessivas de preços por eliminação, mas não resolvem os problemas sozinhos. É necessário também uma política fiscal adequada, uma distribuição de renda mais equitativa, para que os instrumentos de política monetária sejam abrangentes e as decisões da média dos indivíduos sejam sensíveis a estas medidas. Desta forma, os preços são afetados por vários fatores de forma isolada e em conjunto.

Na atual conjuntura econômica mundial, temos diversos fatores de mudanças entre o que está agora e o que foi há vinte anos atrás. Novos participantes abrindo suas economias, como é o caso da China, por exemplo. A população mundial cresceu e os processos produtivos evoluíram com novas tecnologias mas, a demanda e a oferta não crescem em igualdade temporal, existe uma defasagem entre uma e outra. Elas tendem a se igualar no tempo. Mas entre um momento e outro, as decisões de produção e investimento são individualizadas. Se a demanda cresce, inicialmente o preço sobe, dando uma maior margem de lucro para os produtores. Passado um momento, um aumento na produção e o ingresso de concorrentes que buscam obter os lucros ofereceidos naquele segmento, trazem os preços para baixo, maior oferta com preços mais baixos. Quando as margens de lucro são consumidas, uma nova redução da produção faz os preços estabilizarem para voltarem a subir de novo.

Sim, as commodities vem subindo de forma constante nos últimos vinte anos. Devem continuar a subir, pois o limite de produção é conhecido e cresciemento populacional também. Assim como a evolução das economias dos países, um amadurecimento e novas tendências de consumo adquiridas. Somados ao desejo humano por lucro, os preços oscilam, mas sempre com tendência de alta.

As exceções para esta regra geral são a formação de bolhas de preços, recessões prolongadas, crédito excessivo (que leva a novas bolhas pela alavancagem que proporciona).
A inflação é um tema vasto, digno de uma tése mais aprofundada, desta forma, apenas quis abordar de uma forma direta e resumida.

As formas de medirmos a inflação são, em geral, efetuadas através da criação de índices. Um índice é uma seleção de uma cesta de produtos que passamos a acompanhar indivudaalmente e de forma periódica as evoluções nos seus preços. Dentro do índice, cada produto tem um peso de importânica conforme seu uso, necessidade, quantidade produzida e consumida. Alocamos pesos para cada produto e em conjunto criamos um índice geral de acompanhamento dos preços.

No Brasil, constantemente mudam a forma de apuração, alteram os pesos dos produtos na cesta e isto é feito de forma periódica. A inflação é uma média de varaição de produtos consumidos, desta forma, os hábitos de consumo incluídos na cesta do índice, naõa representa em absoluto o hábito de consumo de um indivíduo isolado. Portanto, a inflação real, para cada um de nós é diferente. para obtermos a nossa inflação individualmente, é simples, basta fazermos as contas mês-a-mês do que consumimos e poderemos constatar a evolução dos preços para nós. É muito maior do que a inflação dos índices do governo.

E, para este ano de 2013, teremos ainda uma inflação em alta superior aos níveis do ano passado, que já foram muito altas. Aluguéis em alta, combustíveis em alta, taxas de juros negativas e carga tributária abusiva são ingredientes óbvios e claros de os preços por aqui ainda vão subir muito… e não podemos esquecer, a mente humana deseja lucros crescentes, preços dos seus prórpios ativos crescentes… até quando tudo quebre e, sem pestanejar, iniciamos o mesmo processo auto-destrutivo de novo.

This entry was posted in Mundo estranho and tagged , , , . Bookmark the permalink.

2 Responses to A inflação de preços

  1. Marcus Carneiro says:

    Estava pensando aqui comigo mesmo.

    Um jeito de parar essa crise cíclica no Brasil, se ainda tiver jeito, poderia ser a criação de MILHARES DE TROCENTOS de empregos públicos.

    DAR EMPREGO “A RODO” E ATÉ DE GRAÇA para a população com curso superior. AFROUXAR nas regras de contratação e concursos de emprego público. Empregar o MÁXIMO POSSÍVEL DE PESSOAS.

    Dando emprego e consequentemente dinheiro para a população inteligente que sabe usar bem o dinheiro do salário, e parar de dar dinheiro para “povão ignorante” (desculpem o termo – mas estou com muita raiva do desgoverno da Delmonia) que tem nenhum conhecimento de como usar dinheiro e que gastam comprando a primeira coisa que veem à frente.

    Conclusão:
    Fornecer incetivo e empregos para pessoas inteligentes com nivel superior e assim dinheiro para garantir o poder de compra da população da classe média. Digo isso pois é a maior classe populacional do Brasil, o que renderia um retorno de investimento na economia.

    Será que assim reverte essa estagnação geral do Brasil? Gostaria de saber.

    Marcus Carneiro.

  2. Pingback: A inflação de preços | HBK Consultoria

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s