Ingleses e Russos entram no jogo… Governo do Chipre recua…

Recua, não aprova o pacote mas… continua com um dois elefantes azuis dentro do fusca… Longe de resolver o problema, o parlamento cipriota recuou diante da forte oposição popular contra o confisco do dinheiro das contas correntes. A idéia em si é hedionda e fere qualquer princípio de legalidade que possamos utilizar. No Brasil, já vimos isso acontecer e ainda vemos em muitos frontes esses abusos. Abuso de gastos e abuso de tudo na busca por soluções mágicas.
Os ingleses e os russos são a maioria de correntistas que possuem montantes superiores acima de EUR 100 mil em contas correntes nos bancos cipriotas e, casualmente (…) eles não foram convidados para participarem do plano de resgate colocado em pauta pela tríade União Européia, Banco Central Europeu e FMI na busca por soluções para a situação do Chipre. Os dois tinham muito a perder e a mão-forte pressionou o governo cipriota para não adotar a medida do confisco da forma proposta. A Rússia ofereceu a extensão da linha de crédito de USD 2,5 bi concedida em 2011. O Chefe da Igreja ortodoxa cipriota ofereceu recursos para ajudar o governo.
Sim, é um país pequeno, com 1, milhão de pessoas, USD 25 bi de PIB e USD 1 bi em reservas internacionais. Representa 0,1% do PIB da Zona do Euro. Exporta USD 2bi e importa USD 6 bi por ano. Porém, o impacto das medidas propostas, sendo aceitas pelo parlamento ou não, causam um turbilhão de correria para salvar o que se pode, com a fuga de capitais do país que irá resultar numa necessidade ainda maior de capital do que os USD 17 bi de euros previstos no pacote inicial para cobrir o rombo do sistema financeiro (que investia a maior parte do caixa em títulos soberanos… da Grécia! Com a perda de praticamente 3/4 do valor investido no deal grego do ano passado a fratura ficou exposta.
E por que isso afeta o resto do mundo? pelo precedente aberto, o balão de ensaio… Se olharmos de perto, todos os eventos que estão ocorrendo na Europa são uma reprodução ipis litteris do que ocorreu na América Latina nos anos 80 e 90 do século passado. E assim, sabemos o final da história.
O caso cipriota é quase idêntico ao caso espanhol, com a diferença que o governo espanhol recusou a ajuda dos credores porque estes pediram a garantia do governo para estenderem o empréstimo de salvamento dos bancos. O governo espanhol não quis avalizar seus bancos. A situação lá continua grave e movimentos indicam que a solução sugerida para o Chipre está sendo avaliada para a Espanha. Isso é grave? …
A década perdida da América Latina volta às telas, com novo endereço…

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